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A Justiça de São Paulo determinou, nesta segunda-feira (26/1), a apreensão do passaporte do empresário João Appolinário, fundador da Polishop, pelos próximos dois anos.

A decisão, assinada pelo juiz Douglas Ravacci, estipula que a Polícia Federal (PF) deve apreender e bloquear o documento de Appolinário.

Dívida com o Itaú

A medida atende a um pedido apresentado pelo Itaú, que cobra da Polishop uma dívida estimada em mais de R$ 1,9 milhão.

De acordo com o Itaú, a Polishop obteve, em 2020, um empréstimo de R$ 5 milhões que teria de ser quitado em até 42 meses. Segundo o banco, a companhia não faz pagamentos desde abril do ano passado.

O contrato em questão teria sido assinado na condição de devedor solidário, o que significa que Appolinário seria responsável pelo acordo com o Itaú.

A Polishop está em recuperação judicial desde 2024.

Penhora de bens

Na semana passada, como informou o Metrópoles, a Justiça já havia determinado a penhora de bens pessoais de João Appolinário. A medida veio após várias tentativas de bloqueio de bens do empresário.

No ano passado, Appolinário anunciou que aportou R$ 20 milhões na empresa Decor Color – ele conheceu a marca de tintas em um episódio do Shark Tank, programa do qual era jurado. O reality show reúne grandes empresários que avaliam projetos e iniciativas de jovens empreendedores.

O investimento foi usado como argumento dos advogados da Versuni Brasil, empresa que cobra R$ 24,9 milhões de Appolinário no processo, para que o bloqueio de bens alcançasse companhias das quais o fundador da Polishop é sócio. A tentativa inicialmente não teve sucesso.

O credor tentou avançar sobre offshores ligadas ao fundador da Polishop. Também não alcançou qualquer valor relevante.

A Versuri pediu, então, a penhora dos imóveis que estavam registrados no nome do empresário. A defesa rebateu que o empresário “resolveu locar os referidos imóveis” para “manter a subsistência” dele e de sua família.

Foram penhoradas frações que o empresário possuía de um duplex no bairro do Butantã e de duas salas comerciais no Jardim Paulista, em São Paulo, além de bens que estariam dentro de duas casas usadas por Appolinário, em endereços nobres da capital paulista.

No processo, os advogados listaram relógios de luxo de marcas como Rolex, Hermes, Montblanc e Farfetch, que fariam parte da coleção de Appolinário. O empresário pode recorrer da decisão.

Appolinário e a Polishop

A Polishop é uma varejista brasileira conhecida por vender produtos de utilidade doméstica, beleza e fitness, utilizando diversos canais como TV, internet, lojas físicas e franquias, com forte apelo em comerciais e demonstrações de produtos.

Em nota à imprensa, o escritório de advocacia que representa o empresário afirmou que não comenta casos em andamento.

Com informações de Metrópoles.

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