
presidente do Banco Central do país, no âmbito das investigações sobre o colapso do Ueno Bank. A crise financeira atingiu milhões de clientes e levou à intervenção da instituição.
O Ministério Público paraguaio imputou Carvallo por suspeitas de lesão de confiança, produção de documentos públicos com conteúdo falso e administração em proveito próprio. O ex-dirigente não respondeu a um pedido de comentário.
A decisão foi proferida pelo juiz Humberto Otazú, que também determinou a prisão preventiva de Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, destituído pelo Senado na sexta-feira (6), após um processo de impeachment relacionado à crise do banco.
Investigação envolve gestão do banco e recursos públicos
Carvallo renunciou à presidência do Banco Central no início desta semana, enquanto aumentavam as repercussões do caso. Antes de assumir o comando da autoridade monetária, em 2023, ele havia dirigido a instituição financeira digital que deu origem ao Ueno Bank.
A investigação apura possíveis irregularidades na destinação de recursos públicos e previdenciários à instituição, além de questionamentos sobre os mecanismos de fiscalização e controle do banco.
Peña também foi alvo de acusações relacionadas à suposta influência sobre órgãos públicos e entidades estatais para manter recursos depositados no Ueno Bank. O ex-presidente nega irregularidades.
Quase 1,2 milhão de clientes receberam indenizações
Em meio à crise, o Banco Central do Paraguai informou neste sábado que o equivalente a US$ 160 milhões já havia sido pago a quase 1,2 milhão de pessoas por meio do sistema estatal de garantia de depósitos.
O mecanismo foi utilizado para ressarcir clientes afetados pela intervenção no Ueno Bank, enquanto as autoridades continuam apurando as responsabilidades pela crise financeira.







