
A atuação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) foi decisiva para que a Justiça decretasse a prisão preventiva de dois policiais militares investigados pela morte do jovem Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus. A decisão reverteu, na prática, o entendimento anterior que havia permitido a soltura de um dos envolvidos durante audiência de custódia.
Inicialmente liberado com medidas cautelares, o policial Belmiro Wellington Costa Xavier teve a situação revista após o MP recorrer da decisão. A promotora de Justiça Adriana Espinheira apontou, no recurso, a gravidade do caso, o risco à ordem pública e indícios de tentativa de distorção dos fatos, defendendo a necessidade de prisão preventiva.
Além disso, o Ministério Público também se posicionou favoravelmente à prisão do policial Hudson Marcelo Vilela de Campos, acompanhando a representação da autoridade policial responsável pela investigação.
Ao reavaliar o caso, o juiz Alcides Carvalho Vieira Filho considerou novos elementos incluídos nos autos, especialmente vídeos que indicam que a vítima não teria oferecido resistência no momento da abordagem. As imagens reforçaram a suspeita de uso excessivo da força e levantaram dúvidas sobre as versões inicialmente apresentadas pelos policiais.
Com base nesses pontos, o magistrado entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade, além da necessidade da prisão para garantir a ordem pública e o andamento das investigações. Com isso, determinou a prisão preventiva dos dois policiais e a expedição dos mandados.
O caso segue em investigação e deve avançar com a análise das provas reunidas, incluindo os registros audiovisuais que motivaram a mudança de entendimento da Justiça.
Veja o vídeo da agressão:







