
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) converteu em preventiva a prisão de Beatriz Elissandra Marques Carvalho (foto em destaque), de 24 anos. A mulher foi presa em flagrante por filmar as torturas que praticou contra um homem que conheceu em um bar de Ceilândia. Ela passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (26/2).
O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) como tortura, extorsão e tentativa de homicício. Em depoimento na delegacia, a mascarada afirmou ser garota de programa e que o homem era um cliente antigo. Segundo ela, o crime teria sido motivo por vingança.
Beatriz deu detalhes sobre a dinâmica do crime. A agressora revelou que deu “uma surra de faca” na vítima, quando o homem começou a gritar por socorro.
Ela contou que o homem já estava agitado antes mesmo de ser levado para dentro da residência e admitiu que deu um calmante forte para ele, mas que a medicação não fez efeito.
Beatriz detalhou que imobilizou a vítima em um cômodo do quarto, pisando no pescoço e no peito. Segundo ela, toda vez que o homem tentava resistir e levantar, ela chutava a cabeça dele, que acabava batendo violentamente contra o móvel, causando cortes.
A mulher também disse que, mesmo ferido, o homem tentou pedir socorro e que, no momento em que a beliscou, ela deu vários golpes de faca.
“Ele gritou cabuloso! Aí eu comecei a me revoltar e peguei uma camiseta para tampar a boca dele”, relatou.
No registro, a agressora mostrou com orgulho a roupa que usou para calar a vítima, com a frase “salvação ou condenação”, e ironizou dizendo que o homem foi “condenado”.
A prisão
A prisão ocorreu após a suspeita comparecer à Unidade de Pronto Atendimento I (UPA) de Ceilândia na quarta-feira (25/2) procurando pelo homem para “terminar de matá-lo”.
À Polícia Militar do DF ela confessou o crime e exibiu vídeos e fotos no próprio celular onde aparecia torturando o homem com um isqueiro próximo ao pescoço dele.
Bastante alterada, ela admitiu ter tentado matar o homem e que o procurava para verificar se ele havia morrido. Caso contrário, Beatriz afirmou que “terminaria o serviço”.
Questionada sobre o local do crime, Beatriz indicou a própria residência, na QNM 6, em Ceilândia (DF). Os policiais deslocaram-se com a mulher até o imóvel, onde encontraram grande quantidade de sangue, além da faca utilizada na sessão de tortura.
Na casa da suspeita, a equipe também localizou documentos pessoais de terceiros, diversos cartões bancários e um notebook. As investigações revelaram ainda que alguns desses pertences são de outra vítima, que também teria sido dopada pela autora em 23 de fevereiro.
Vídeos em grupo do WhatsApp
Em depoimento, o dono de um bar da região afirmou que Beatriz costuma frequentar o estabelecimento dele para beber com outros clientes. Na ocasião, ela passou a ingerir bebida alcóolica com o homem que viria a torturar posteriormente.
Os dois deixaram o bar juntos e se dirigiram para a residência dela. Horas depois, o proprietário do comércio tomou conhecimento, por meio de vídeos em um grupo de WhatsApp, que o cliente em questão estava sendo torturado por Beatriz.
Diante disso, ele contou que se deslocou até a casa da suspeita para verificar a situação. Ao chegar, encontrou outras pessoas socorrendo a vítima, que estava com amarras nas mãos. Segundo ele, Beatriz tinha fugido do local.
O homem foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros (CBMDF) e encaminhado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
Com informações de Metrópoles.







