
Kamylinha se pronunciou nas redes sociais após a condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente, conhecido como Euro. Os dois foram sentenciados pela Justiça da Paraíba por exploração sexual de adolescentes. A influenciadora é uma das adolescentes que moravam com o casal e foi apontada no caso como a principal vítima.
No Instagram, Kamylinha alegou que há “homofobia e racismo nas falas do juiz“. Falamos isso desde o início e ninguém deu a mínima importância. Mas a verdade vem sendo mostrada e estamos aqui para pedir ajuda”, afirmou.
Ela também pediu para os fãs orarem pelo casal. “Peço a todos que gostam da nossa familia HS, que conhecem eles, que acompanhavam nossa rotina, que continuem em oração. Deus tá no controle”.
Kamylinha compartilhou ainda a nota da defesa de Euro e Hytalo, que afirma que recorrerá da decisão, e um vídeo do advogado que cuida do caso.
“Todo mundo sabe que o Brasil é um país injusto, mas só quem vive a dor do preconceito sabe o que é. Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso. Creio em Deus e na sabedoria das suas decisões”, diz a legenda da postagem compartilhada com o perfil de Kamylinha.
Entenda o caso
A Justiça da Paraíba condenou Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro. O influenciador foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão e Euro a 8 anos e 10 meses. A sentença foi definida no domingo (22/2) pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa.
A decisão da Justiça afirma que os dois estavam envolvidos na produção de conteúdo pornográfico envolvendo menores. Os adolescentes eram inseridos em um ambiente artificial e controlado, comparado a um reality show, segundo o texto, além de serem expostos a situações consideradas de risco extremo.
A sentença descreve ainda que as Hytalo e Euro eram permissivos, fornecendo bebidas alcoólicas para os menores além de apontar negligência quanto à alimentação e à escolaridade dos adolescentes. O magistrado ressaltou que os crimes foram praticados com exploração da vulnerabilidade das vítimas, que não tinham condições de compreender ou resistir às práticas ilícitas.
Além das penas de prisão, a Justiça fixou indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil. O juiz também determinou o pagamento de 360 dias-multa para cada réu, calculados com base em um trinta avos do salário mínimo vigente.
Com informações de Metrópoles.







