Leopoldo Augusto Melo Montenegro Júnior ao lado de Bosco Saraiva, a quem sucede no comando da Suframa após mudança oficializada no Diário Oficial da União

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) passa a ser comandada por um nome da própria estrutura técnica da autarquia. O analista técnico-administrativo Leopoldo Augusto Melo Montenegro Junior foi nomeado nesta sexta-feira (20) para assumir a superintendência do órgão, substituindo Bosco Saraiva, que deixa a função em meio às articulações para disputar as eleições de 2026. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União e marca uma transição interna no comando da instituição.

Com trajetória na Suframa desde 2014, Leopoldo Montenegro vinha ocupando, desde julho de 2023, o cargo de superintendente adjunto de Projetos. A escolha sinaliza continuidade administrativa dentro da autarquia, já que o novo dirigente acumulou funções estratégicas ligadas à gestão de projetos, inovação e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.

Formado em Administração e Direito, Leopoldo também possui especialização em Gestão de Projetos e mestrado em Engenharia de Produção. Atualmente, exercia a função de secretário-executivo do Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA), colegiado ligado à Suframa e voltado ao acompanhamento de iniciativas de pesquisa e inovação na região.

Ao longo da carreira, ele também atuou como coordenador de Articulação e Acompanhamento da Política Tecnológica, em uma área relacionada aos incentivos fiscais da Lei de Informática, entre 2016 e 2021. Depois, passou pelo então Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), hoje chamado Centro de Bionegócios da Amazônia, onde trabalhou como analista entre 2021 e 2022.

Neste ano, Leopoldo ainda exerceu, a função de superintendente adjunto substituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica. Em sua produção acadêmica de mestrado, defendeu a implantação de uma incubadora no CBA como instrumento de apoio aos bionegócios e de fortalecimento do desenvolvimento regional, pauta alinhada ao perfil técnico que agora o leva ao principal cargo da autarquia.

A saída de Bosco Saraiva já vinha sendo ventilada nos bastidores políticos desde o início do ano. O agora ex-superintendente havia confirmado que deixaria a função para participar do processo eleitoral de 2026, dentro do prazo de desincompatibilização previsto na legislação.

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