Durante o seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça (23/9) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que convidou Lula para um encontro na próxima semana.
“Nós o vimos, eu o vi. Ele me viu e nos abraçamos. E então eu disse: ‘Você acredita que vou falar em apenas dois minutos?’ Na verdade, combinamos de nos encontrar na semana que vem. Não tivemos muito tempo para conversar, uns vinte segundos e pouco, pensando bem”, disse Trump.
A expectativa para o encontro entre os dois líderes mundiais acontece em meio ao aumento das retaliações dos Estados Unidos contra o Brasil. Em julho, a Casa Branca aplicou as alíquotas de 50% sobre alguns produtos brasileiros em decorrência do que Trump chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ainda nesta quarta, o petista voltou a comentar a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por participação em uma trama golpista, que tinha como objetivo impedir a posse de Lula.
O filho do ex-presidente e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está nos Estados Unidos desde março, quando pediu licença do cargo de deputado federal para buscar sanções ao que ele chamou de “violadores dos direitos humanos” no Brasil.
Eduardo tem se colocado como o principal articulador das sanções norte-americanas contra o Brasil. Inclusive, em decorrência disso, ele foi denunciado pelo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, por coação em processo judicial para beneficiar Jair Bolsonaro.