
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas, nesta quinta-feira, às vaias dirigidas à então presidente Dilma Rousseff (PT) na abertura da Copa do Mundo FIFA 2014 e afirmou que o Brasil precisa se “redimir” do torneio com a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que terá o país como sede.
Durante a cerimônia do Tour da Taça da Copa do Mundo FIFA 2026, realizada no Palácio do Planalto, Lula recordou o incidente com Dilma: “Eu nunca esqueço da grosseria da torcida xingando a Dilma. Eu não esqueço. É uma coisa que eu jamais imaginei ver em uma festa que o Brasil estava organizando, em que a gente fazia abertura de uma Copa do Mundo que a última tinha sido em 1950, as pessoas tratarem uma presidenta com o desrespeito que trataram a Dilma. Era uma espécie de clima nervoso que estava vivendo o Brasil”.
Para o presidente, o ambiente político e social turbulento daquele período ajuda a explicar o resultado da semifinal, onde a Alemanha venceu o Brasil por 7 a 1. Segundo ele, o “vexame” não deve ser atribuído somente aos jogadores, mas ao contexto de tensão e às denúncias de irregularidades em obras de estádios e infraestrutura que marcaram o Mundial de 2014. “Não havia clima sequer para jogar futebol. É a única explicação que eu tenho para aquele banho que tomamos da Alemanha”, declarou.
Lula reiterou a necessidade de reparação para o país: “Nós temos que nos redimir com o que aconteceu em 2014, foi um vexame. E não foi um vexame dos jogadores. O Brasil vivia um momento muito delicado, um momento muito irritante, muito nervoso. Já começava naquele momento a quantidade de mentiras inesquecíveis sobre a corrupção na Copa do Mundo”.
Aproveitando a ocasião, que contou com a presença de campeões mundiais como a ex-jogadora Formiga e o ex-capitão Cafu, o presidente defendeu uma maior valorização do futebol feminino. Ele assegurou que o país vive, atualmente, um cenário econômico e social mais favorável para sediar o torneio de 2027. Lula também destacou ações do governo voltadas para as mulheres, como o “Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio”, e endureceu o discurso contra a violência de gênero.
Com informações de Metrópoles







