
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico na corrida presidencial de 2026, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (30), evidenciando um cenário de forte polarização e disputa acirrada entre os dois principais polos políticos do país.
De acordo com o levantamento, Lula lidera numericamente um dos cenários de primeiro turno, com 41% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em uma simulação alternativa, no entanto, há empate direto entre os dois, com 39% cada, reforçando o equilíbrio da disputa.
A igualdade também se mantém no segundo turno, onde ambos registram 46% das intenções de voto. O percentual de eleitores que afirmam votar em branco ou anular chega a 7%, demonstrando um espaço ainda presente, embora limitado, fora da polarização principal.
Os dados da pesquisa indicam ainda que tanto Lula quanto Flávio enfrentam níveis semelhantes de rejeição. Segundo o estudo, 49% dos entrevistados afirmam não votar no atual presidente, enquanto 48% dizem o mesmo em relação ao senador.
Apesar disso, o potencial de voto dos dois também é próximo: 50% dos eleitores admitem votar em Lula, contra 48% que consideram apoiar Flávio Bolsonaro.
O levantamento reforça o cenário de polarização consolidada no país. Apenas uma pequena parcela do eleitorado — cerca de 8% — afirma rejeitar simultaneamente Lula e o bolsonarismo, indicando que a maioria tende a escolher entre os dois campos políticos já no primeiro turno.
Entre os eleitores que não se identificam com nenhum dos polos, Lula aparece à frente em eventual segundo turno, com 45% das intenções, contra 39% de Flávio Bolsonaro. Ainda assim, 15% desse grupo optariam por voto branco ou nulo.
A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre a economia. Apenas 16% consideram a situação econômica boa ou ótima, enquanto 53% avaliam como ruim ou péssima. Por outro lado, 31% acreditam em melhora nos próximos seis meses, frente a 41% que projetam piora.
Realizado entre os dias 27 e 29 de março, o levantamento ouviu mais de 2 mil eleitores em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Confira







