
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nesta quinta-feira (22/1). Na ligação, que durou cerca de 45 minutos, eles conversaram sobre os preparativos para a visita do líder brasileiro à Nova Délhi, que será realizada entre 19 e 21 de fevereiro.
Na Índia, o chefe do Planalto pretende participar de uma cúpula sobre os impactos da Inteligência Artifical, que terá duração de 5 dias. No decorrer da ligação, foi acordado que, no encontro entre os dois líderes, serão priorizados temas relativos à cooperação nas áreas de defesa, comércio, saúde, ciência e tecnologia, energia, biocombustíveis, minerais críticos e terras raras.
“Foi um prazer conversar com o Presidente Lula. Analisamos o forte impulso da Parceria Estratégica Índia-Brasil, que está prestes a alcançar novos patamares no próximo ano. Nossa estreita cooperação é vital para o avanço dos interesses comuns do Sul Global. Espero recebê-lo em breve na Índia”, afirmou Modi.
Lula e Modi destacaram a importância do Fórum Empresarial Brasil – Índia, no dia 21 e saudaram o engajamento do setor privado dos dois países, à época em que o líder brasileiro foi à Nova Dehli.
As duas lideranças também discutiram sobre a necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança.
“O presidente Lula e o primeiro-ministro Modi também trocaram impressões sobre a situação global. Reafirmaram sua convicção a respeito da necessidade de uma reforma abrangente das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Reiteraram, nesse sentido, seu compromisso com a paz em Gaza e, de modo geral, com a defesa da paz no mundo, do multilateralismo e da democracia”, disse o governo brasileiro, em nota.
Brasil e Índia, duas potências em seus respectivos continentes já enfrentaram tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, por serem integrantes do grupo BRICS. À época, Modi ligou para Lula para conversar sobre a sanção econômica e, durante a conversa, os dois ressaltaram a importância de defender o multilateralismo e reforçar a integração entre os países diante do cenário de tarifas.
Para escapar da punição financeira dos EUA, os países se comprometeram a intensificar as relações bilaterias, e, desde então, buscam ampliar as parcerias comerciais.
Com informações de Metrópoles.







