Esta foi a terceira ligação entre os dois líderes. O presidente brasileiro sugeriu a Trump que a atuação do órgão fique limitada ao conflito na Faixa de Gaza e que tenha representação da Palestina.
Como mostrou o Metrópoles, uma das preocupações do Palácio do Planalto é o alcance da iniciativa que, de acordo com o projeto de criação, poderia atuar sobre qualquer conflito que venha se desenvolver. Lula ainda não respondeu à proposta de Trump.
Na ligação com o republicano, o titular do Executivo voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de forma a ampliar a representação de membros permanentes.
“Ao comentar o convite formulado ao Brasil para que participe do Conselho da Paz, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança”, diz o comunicado do Planalto.
Na última sexta-feira (23/1), Lula fez críticas públicas ao organismo idealizado por Trump e disse que o americano quer “criar uma nova ONU” e ser dono dela.
“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada. […] O que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma ‘nova ONU’, e ele, sozinho, é o dono da ONU”, disse o presidente.
Na conversa desta segunda, o petista também sugeriu fazer uma visita a Washington após ele retornar de viagem à Índia e à Coreia do Sul, prevista para depois do Carnaval. A expectativa é que o encontro ocorra em março.
Venezuela
Lula e Trump ainda trataram da situação na Venezuela. É a primeira vez que os presidentes conversam após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos. De acordo com a nota do Planalto, o brasileiro defendeu a estabilidade na região.
“O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, informou a presidência.