
Um homem apontado como uma das principais lideranças da organização criminosa investigada na Operação Luxury foi preso neste sábado (29/8), em Campos do Jordão (SP). A prisão foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (Ficco/MG).
Após a captura, equipes realizaram buscas na residência do investigado, em São Paulo (SP). No imóvel, foram apreendidos itens de luxo, como relógios, joias, roupas e acessórios, além de documentos que, segundo as investigações, indicam a continuidade das atividades criminosas.
O homem havia sido indiciado e posteriormente denunciado pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, ele exercia um papel estratégico na logística do transporte interestadual de grandes quantidades de drogas. O investigado também seria responsável pela movimentação e ocultação de recursos de origem criminosa.
Ele era considerado foragido desde a deflagração da Operação Luxury, em abril deste ano. De acordo com as investigações, utilizava identidades falsas para permanecer escondido no estado de São Paulo.
Após a prisão, o investigado foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Campos do Jordão, onde permanece à disposição da Justiça.
A ação deste sábado contou com o apoio das Ficcos de São Paulo e do Rio de Janeiro, além da Polícia Militar de São Paulo.
Operação Luxury
A Operação Luxury foi deflagrada em 15 de abril pela Polícia Federal (PF) para investigar uma organização criminosa interestadual suspeita de atuar no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro, com divisões em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Na ocasião, foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o sequestro de bens que pode chegar a R$ 61 milhões.
A operação teve origem na apreensão de 1,1 tonelada de maconha, em abril de 2025, na cidade de Frutal (MG). Com o avanço das investigações, foram identificados pelo menos oito eventos relacionados ao grupo criminoso, envolvendo aproximadamente seis toneladas de maconha.
Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam empresas de fachada e terceiros para dissimular os recursos obtidos com as atividades criminosas.
Como divulgado pela coluna, a Miss Universe Uberlândia 2025, conhecida como Sara Monteiro, de 26 anos, foi presa temporariamente durante a operação. Segundo a PF, ela é apontada como esposa de um dos chefes da organização criminosa e teria atuado no núcleo financeiro do grupo.
A corporação aponta que ela seria beneficiária direta da movimentação financeira da organização e teria utilizado recursos provenientes do tráfico de drogas. Ainda segundo a investigação, ela também participava do processo de ocultação da origem do dinheiro.
Com informações do Metrópoles.







