Presidente da França, Emmanuel Macron, durante entrevista coletiva em Bruxelas • 19/12/2025 REUTERS/Stephanie Lecocq

O presidente da França, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento à nação na noite deste domingo (18), após os protestos violentos que tomaram o país.

Manifestações antigovernamentais, em grande parte pacíficas, se transformaram em tumultos na noite de sábado (17), resultando em prédios públicos incendiados e na morte de um policial e de um manifestante.

Macron afirmou que todo o rigor da lei será aplicado àqueles que causaram danos ao patrimônio ou participaram dos tumultos.

“Aqueles que saquearam terão de arcar com os prejuízos”, disse Macron. “E aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados.”

O presidente também reconheceu que o governo deve ouvir as queixas da população, informando que realizará uma reunião de emergência com prefeitos franceses na segunda (19) para discutir a segurança pública.

Pelo menos duas mortes foram registradas em decorrência dos tumultos e protestos no sábado. Um policial de 22 anos morreu após ser “atingido por um veículo de terceiros” na cidade de Nantes, a cerca de 400 quilômetros a sudoeste de Paris, informou o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez.

Um manifestante morreu ao norte de Paris após sofrer uma “parada cardiorrespiratória”, noticiou no domingo a BFMTV, emissora afiliada à CNN, citando o comando da Polícia de Paris.

A polícia deteve mais de 2.000 pessoas, disse Nuñez, acrescentando que mais de 600 policiais ficaram feridos.

Na cidade de Limoges, a prefeitura — um edifício de 143 anos — foi incendiada. Em Marselha, manifestantes mascarados e vestidos inteiramente de preto invadiram a prefeitura e depredaram o local, enquanto em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade.

Parlamentares e outras autoridades regionais intensificaram as críticas ao plano de segurança pública do governo, informou a BFMTV. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, deve se reunir com os prefeitos de Paris, Lyon e Marselha, que solicitaram um reforço maior para reparar os danos.

Neste domingo, policiais voltaram a lançar gás lacrimogêneo na emblemática Place de la République, onde dezenas de pessoas se reuniram após convocações em redes sociais para “dar continuidade ao movimento”, relatou a BFMTV.

Com informações da CNN Brasil.

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