
Meses após o assassinato brutal de sua filha, Sandra, mãe da jovem vítima de feminicídio no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus, faz um emocionante apelo por justiça. Em entrevista a um veículo de comunicação local, Sandra relembrou os momentos de horror e a busca incessante por que o crime não fique impune.
O crime ocorreu no dia 8 de junho deste ano. A jovem foi morta a tiros dentro de seu próprio apartamento, presenciada por uma criança, que não apenas testemunhou o assassinato, mas também sofreu agressões, ficando profundamente abalada psicologicamente. A extrema violência levou o caso a ser classificado como feminicídio e homicídio.
Trauma Profundo e Luta por Recuperação
“Eu e a criança estamos em tratamento psicológico. Só a criança, né, que ficou muito abalada… imagina. Eu creio que ele não matou a criança porque as balas acabaram, mas ele chegou a bater nela. Foi tudo muito rápido”, relatou Sandra, visivelmente emocionada.
Sandra contou que estava no Pará, na casa de outro filho, no dia do crime. Minutos antes da tragédia, ela havia conversado com a filha ao telefone, sem imaginar que seria a última vez. “Eu estava com dois minutos que tinha falado com a minha filha. De repente, meu cunhado me liga dizendo que ele tinha acabado de matar a minha filha. Eu entrei em choque. Ele invadiu o apartamento e matou ela na frente da criança”, desabafou.
A cena deixada após o assassinato traumatizou profundamente a criança, que tentou, desesperadamente, socorrer a mãe. “A criança ficou caída em cima da mãezinha dela, tentando puxar, tentando fazer ela levantar. A criança dizia que não queria saber dele, porque ele tinha matado a mãezinha dela”, narrou Sandra.
A mãe lamentou a perda de sua única filha mulher, afirmando que sua saúde física e emocional foi drasticamente afetada. “Ela era a minha única filha, a mulher que eu tinha. Ela era a minha casca. Depois disso, eu não consegui recuperar minha saúde. Foi o baque da minha vida. A gente nunca está preparada para uma perda dessas.”
Julgamento e Apelo por Apoio
O acusado pelo crime está preso e enfrentará o Júri Popular no dia 24 de fevereiro (próximo ano). Sandra expressa seu temor de que a defesa tente minimizar a gravidade do assassinato, argumentando que o réu agiu pela emoção. “Eu quero justiça porque o advogado dele tenta dizer que ele agiu pela emoção, não pela razão. Mas já teve audiência com o Ministério Público, provas reunidas para acusar ele”, afirmou.
Sandra destacou o apoio que tem recebido para continuar sua luta. “Eu consegui advogada, psicólogo, tudo com apoio da deputada Alessandra Campelo. Minha advogada luta comigo. Eu não vou desistir. Eu quero justiça em memória da minha filha.”
Ao final, Sandra fez um apelo à sociedade para que acompanhe o julgamento e apoie a família em sua busca por justiça. “O julgamento vai ser dia 24 de fevereiro. Eu vou precisar do apoio de vocês. Eu quero justiça pela minha filha.”







