
A indignação provocada pela morte do Cão Orelha continua ganhando força e mobilizando defensores da causa animal em todo o país. Em Manaus, a mobilização acontece neste domingo (1º), a partir das 9h, em frente à Orla 92, na avenida Coronel Teixeira, no bairro Ponta Negra. O ato público pede justiça para o animal e cobra o endurecimento das leis contra crimes de maus-tratos.
A manifestação é organizada por meio do grupo de WhatsApp “Manifestação por Orelha”, criado pelo vereador Amauri Gomes, que estará à frente do protesto ao lado do ex-deputado federal Delegado Pablo. A programação prevê caminhada no local, panfletagem e diálogo com frequentadores da área, com distribuição de material informativo sobre a legislação vigente e as punições aplicáveis a crimes contra animais.
Segundo Amauri Gomes, o objetivo é transformar a manifestação em um ato de pressão social e política. Ele convocou a população a participar vestindo camisetas pretas, como símbolo de luto e protesto. “Vamos mostrar nossa indignação contra todos que, de alguma forma, permitem que crimes de maus-tratos aos animais fiquem impunes. A nossa voz precisa ser mais forte que o silêncio da omissão. Esteja lá. A causa é justa. Os animais precisam de nós”, declarou o vereador.
A mobilização também reflete a revolta de protetores independentes e cidadãos que atuam diretamente no resgate e cuidado de animais abandonados. Participantes do movimento defendem que a cobrança pública é essencial para evitar que casos de crueldade sejam tratados com negligência ou caiam no esquecimento.
A manifestação também ecoa a indignação popular expressa por protetores independentes. Uma das participantes do grupo, Dulcinea Santos, moradora de Manaus e cuidadora de cães abandonados, defendeu a necessidade de mobilização contínua. “Se a gente não gritar e não cobrar, nada muda. Precisamos exigir leis mais rígidas e punições que realmente inibam esse tipo de crueldade. Os animais não podem continuar sofrendo”, declarou.
Relembre o caso
O Cão Orelha foi encontrado morto na Praia Brava, no Norte da Ilha de Florianópolis, em Florianópolis, em um episódio que gerou forte comoção nacional. De acordo com as investigações, o animal teria sido submetido a maus-tratos extremos, e quatro adolescentes são apontados como suspeitos de envolvimento no crime.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina e tramita sob sigilo legal, por envolver menores de idade. Os celulares dos adolescentes foram apreendidos para perícia, e dois deles, que estavam em viagem ao exterior, retornaram ao Brasil para prestar esclarecimentos às autoridades.
A brutalidade do crime provocou indignação nas redes sociais, mobilizou protetores da causa animal em diferentes estados e reacendeu o debate sobre a necessidade de punições mais rigorosas para crimes de maus-tratos contra animais, além de maior celeridade e transparência nas investigações.







