O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) afirmou neste domingo (5) que avalia entrar na disputa pela eleição suplementar ao Governo do Amazonas, após as renúncias de Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele criticou o modelo da escolha indireta e sinalizou que pode lançar uma candidatura com viés de enfrentamento político.

Segundo Marcelo Ramos, a decisão de disputar o cargo será construída internamente com lideranças do partido nos próximos dias. Ele afirmou que pretende dialogar com aliados para viabilizar o que chamou de “anticandidatura”, com o objetivo de questionar o processo de escolha do novo chefe do Executivo estadual.

“Vou analisar e começo a conversar a partir de hoje com os companheiros de partido para apresentar o meu nome como candidato à eleição suplementar. Por se tratar de eleição de carta marcada na Assembleia Legislativa, precisamos de uma anticandidatura capaz de denunciar esse conchavo e mostrar ao povo o que está por trás desse acordão que nada tem com os interesses da nossa gente”, declarou.

A eleição suplementar será realizada de forma indireta, conforme prevê a Constituição do Estado do Amazonas. Nesse formato, a escolha do novo governador cabe à Assembleia Legislativa, que tem o prazo de até 30 dias para definir o substituto após a vacância dos cargos.

As renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza foram oficializadas no sábado (4), por meio de publicação em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Nos documentos, ambos comunicaram formalmente a saída dos cargos, com efeito imediato a partir da publicação.

A decisão de Wilson Lima ocorreu no último dia permitido para a desincompatibilização, prazo exigido pela legislação eleitoral para que ocupantes de cargos executivos possam disputar outros cargos eletivos.

O cenário abre uma nova disputa política no estado, marcada por articulações nos bastidores e críticas ao modelo de escolha indireta, que tende a concentrar as decisões nas mãos dos deputados estaduais.

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