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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, participou da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, neste sábado (14/2), com um discurso focado em amenizar as tensões entre os Estados Unidos e a Europa. As relações estavam estremecidas, especialmente após a tentativa de Donald Trump de adquirir a Groenlândia. Curiosamente, apesar do histórico recente, Rubio não fez menção ao território em sua fala.

O tom de Rubio foi notavelmente mais conciliador em comparação com as duras críticas proferidas pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, no mesmo evento no ano passado, que acusou os europeus de retrocesso em seus valores e de medo de seus eleitores.

Em seu discurso de cerca de meia hora, Rubio declarou: “Não buscamos a separação, mas sim revitalizar uma antiga amizade e renovar a maior civilização da história da humanidade. Para nós, americanos, nossa casa pode estar no Hemisfério Ocidental, mas sempre seremos filhos da Europa.” Ele prosseguiu, enfatizando laços profundos: “Nós nos importamos profundamente com o seu futuro e com o nosso. E se por vezes discordamos, as nossas divergências decorrem da nossa profunda preocupação com uma Europa com a qual estamos ligados – não apenas economicamente, não apenas militarmente. Estamos ligados espiritualmente e estamos ligados culturalmente.”

Rubio reforçou a ideia de uma identidade comum: “Fazemos parte de uma única civilização – a civilização ocidental. Estamos unidos pelos laços mais profundos que as nações podem compartilhar, forjados por séculos de história comum, fé cristã, cultura, herança, idioma, ancestralidade e pelos sacrifícios que nossos antepassados ​​fizeram juntos pela civilização comum da qual somos herdeiros.”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu positivamente às declarações, afirmando à BBC que estava “muito tranquila”. Ela descreveu Rubio como “um bom amigo, um aliado forte” e considerou sua mensagem “muito reconfortante”, reforçando o desejo de uma Europa forte.

Contudo, a postura de Rubio não representou uma concessão total. Ele deixou claro que os EUA ainda esperam “seriedade e reciprocidade” dos parceiros europeus, especialmente em relação a políticas de imigração, comércio e clima, ecoando as exigências do presidente Trump.

O secretário de Estado também criticou a atuação da ONU, afirmando que o sistema de cooperação internacional “precisa ser reconstruído” e que a organização “praticamente não desempenhou nenhum papel” na resolução dos conflitos em Gaza e na Ucrânia. Ele concluiu com uma declaração enfática sobre a posição americana: “Nós, nos Estados Unidos, não temos interesse em ser zeladores educados e ordeiros do declínio controlado do Ocidente.”

Com informações de Metrópoles

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