A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), fez duras críticas aos atuais e antigos gestores do estado ao afirmar que a “experiência” usada como argumento político não trouxe resultados concretos à população. Durante entrevista concedida nesta terça-feira (17), ela declarou que não quer repetir modelos que, segundo ela, resultaram em obras inacabadas e desperdício de recursos públicos.

Ao abrir a rodada de entrevistas com pré-candidatos em uma emissora de rádio local, Maria do Carmo adotou um discurso direto contra o que chamou de falhas recorrentes na administração pública do Amazonas. Para a professora, o histórico recente de governos demonstra que a chamada experiência política não tem sido sinônimo de eficiência.

Segundo ela, exemplos como obras inacabadas — a exemplo da Cidade Universitária — evidenciam problemas estruturais de planejamento e execução, além de indicar o que considera mau uso do dinheiro público.

A pré-candidata também defendeu uma mudança na forma de governar, destacando sua trajetória de mais de três décadas na iniciativa privada como diferencial. Para Maria do Carmo, práticas como planejamento estratégico, controle de gastos e transparência precisam ser incorporadas à gestão pública.

“O que falta é respeito com o dinheiro que vem do bolso do contribuinte”, afirmou.

Outro ponto enfatizado foi a necessidade de superar disputas ideológicas e focar em soluções concretas para a população. Ela citou como exemplo a dificuldade de acesso à água potável em municípios do interior, mesmo em uma região rica em recursos hídricos.

“Problemas não têm lado. O que a população quer é solução”, destacou.

Infraestrutura e ramais como prioridade

Entre as propostas apresentadas, Maria do Carmo destacou a recuperação de estradas e ramais como uma das principais ações de um eventual governo. A pré-candidata propôs a reativação de um órgão voltado à gestão rodoviária no estado, com foco em destravar gargalos históricos que afetam diretamente a produção rural.

Ela mencionou rodovias consideradas estratégicas, como a AM-364 (ramal de Manicoré), AM-454 (Anori-Codajás) e AM-352 (Novo Airão), apontando que a precariedade dessas vias compromete o escoamento da produção e gera prejuízos a produtores.

BR-319 entra no centro do debate

A BR-319, única ligação terrestre do Amazonas com o restante do país, também foi tratada como prioridade. Maria do Carmo criticou promessas recorrentes feitas ao longo dos anos e afirmou que pretende dar uma solução definitiva para a rodovia.

Segundo ela, a recuperação da estrada será tratada como compromisso central de sua eventual gestão, com articulação junto ao governo federal.

Artigo anteriorSenador Eduardo Braga propõe uso do FGTS para ampliar saneamento básico em regiões mais carentes