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Beatriz Elissandra Marques Carvalho, a mascarada de 24 anos que foi presa por torturar um homem em Ceilândia na quarta-feira (25), afirmou à polícia que atua como garota de programa e que a vítima era um cliente antigo. Ela disse que cometeu o ato em vingança. A mulher vai responder pelos crimes de tortura, extorsão e tentativa de homicídio.

Em depoimento, ela contou que os dois mantinham relação há alguns anos. Segundo a mulher, ele frequentava a casa dela com regularidade e tinha livre acesso ao imóvel — inclusive para dormir no sofá quando estava embriagado.

No interrogatório, a investigada relatou que, no dia do crime, o homem teria proposto manter relação sexual dentro da residência e dito que queria “comer o c* dela por R$ 10”, utilizando, segundo afirmou, “palavras de baixo escalão”.

Ela declarou que a vítima teria dito algo que reacendeu um ressentimento antigo. De acordo com ela, quando era mais nova, ela teria sido “alisada” por ele numa praça, situação que nunca superou e que, segundo afirmou, motivou a agressão.

Ainda em depoimento, a mulher afirmou que costuma “tirar as pessoas”, expressão usada por ela ao mencionar a prática de subtrair dinheiro e pertences de clientes durante os atendimentos.

Na casa, os policiais encontraram cartões bancários, documentos pessoais e um notebook pertencentes a uma segunda vítima, de 37 anos. O material foi apreendido e é analisado pela investigação.

Tortura filmada

A tortura foi realizada dentro da casa da mulher, na QNM 6, em Ceilândia (DF). Segundo a investigação, os dois haviam saído juntos de um bar da região antes de seguirem para a residência dela.

De acordo com o relato apurado pela polícia, ao chegarem ao imóvel, a suspeita teria dopado o homem com Clonazepam. Como ele não perdeu a consciência, ela passou a agredi-lo.

No imóvel, a suspeita imobilizou a vítima em um cômodo, pisou no pescoço e no peito dele e o chutou diversas vezes, fazendo com que a cabeça batesse contra um móvel, o que provocou cortes.

De acordo com confissão à Polícia Militar do DF, quando o homem gritou por socorro e a beliscou, ela desferiu golpes de faca contra ele.

Parte das agressões foi filmada pela própria investigada no celular. Nos vídeos, ela mostra a vítima ferida, utiliza um isqueiro próximo ao pescoço do homem, ironiza a situação e afirma que ele já estava “condenado”.

Após as agressões, a mulher cobriu o homem com um lençol e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O Corpo de Bombeiros do DF socorreu a vítima e a encaminhou ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Prisão na UPA

Horas depois, a suspeita foi até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia procurando pelo homem.

Segundo relato aos policiais, ela queria saber se ele havia morrido. Caso contrário, afirmou que “terminaria o serviço”. E chegou a mostrar os vídeos da tortura para as enfermeiras presentes.

A investigada indicou o endereço onde o crime ocorreu e acompanhou os militares até o imóvel, onde foram encontrados vestígios de sangue e a faca apontada como utilizada nas agressões.

O dono do bar da região que eles estavam informou que a suspeita e a vítima haviam saído juntas do estabelecimento na noite dos fatos.

Posteriormente, vídeos da tortura começaram a circular em um grupo de WhatsApp. Ao tomar conhecimento do conteúdo, o comerciante foi até a casa e encontrou outras pessoas prestando socorro ao homem, que estava com as mãos amarradas.

A Polícia Civil do DF apura as circunstâncias do caso, incluindo a possível prática de extorsão contra clientes e a existência de outras vítimas.

Com informações de Metrópoles.

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