Foto: Aguilar Abecassis

A deputada estadual Mayra Dias (PSD) realizou, na quarta-feira (13/05), um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) dedicado à maternidade e às mães amazonenses. A parlamentar destacou os desafios enfrentados pelas mulheres que conciliam maternidade, trabalho, estudos e cuidados com a saúde emocional, além de reforçar projetos e leis de sua autoria voltados ao acolhimento e ao fortalecimento das famílias.

Mayra afirmou que as iniciativas apresentadas ao longo do mandato surgem da escuta e do diálogo constante com mães do Amazonas. Segundo a deputada, o contato direto com mulheres em diferentes realidades sociais tem permitido transformar demandas em políticas públicas concretas.

“Para a gente é um trabalho realmente de escuta, de diálogo com essas mães no dia a dia. É por meio dessa troca de experiências que conseguimos transformar as necessidades delas em projetos que fazem diferença na vida dessas mulheres e famílias”, destacou.

Entre as ações citadas, a parlamentar ressaltou a Lei nº 8.082/2026, voltada ao fortalecimento das mães solo, garantindo incentivo à permanência educacional, acolhimento e mais oportunidades para mulheres que criam os filhos sozinhas. Ela também enfatizou a Lei nº 7.568/2025, que instituiu a campanha permanente “Colo para Mãe”, voltada ao cuidado com a saúde mental materna.

“Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade de todos nós. Muitas mães enfrentam ansiedade, depressão e exaustão emocional em silêncio, e o ‘Colo para Mãe’ nasceu justamente para promover esse acolhimento e levar informação sobre saúde mental materna”, afirmou a deputada.

Durante o discurso, Mayra Dias também apresentou o Projeto de Lei que institui o Documento de Identificação da Mãe Atípica (DIMA) no Amazonas. A proposta busca reconhecer oficialmente mães, pais e responsáveis legais que exercem cuidados permanentes de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, síndromes raras ou doenças crônicas.

Segundo a deputada, o projeto pretende facilitar o acesso prioritário a serviços públicos e garantir atendimento mais humanizado às famílias atípicas. “Não é só um documento. É um gesto de cuidado com quem cuida. É o Estado dizendo: ‘nós vemos vocês, nós reconhecemos vocês e estamos aqui para apoiar”, declarou.

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