
A mais recente pesquisa do instituto Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (4), revela um cenário de forte equilíbrio na corrida presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece tecnicamente empatado com três nomes ligados ao bolsonarismo em simulações de segundo turno, indicando que a próxima disputa pode repetir o clima de polarização observado nos últimos pleitos.
De acordo com o levantamento, Lula teria 45,8% das intenções de voto contra 41,1% do senador Flávio Bolsonaro em um eventual confronto direto — diferença que permanece dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Em outro cenário, o presidente registra 44,7%, enquanto o governador paulista Tarcísio de Freitas soma 42,2%, mantendo novamente um quadro de empate técnico.
Já na simulação contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Lula aparece com 45%, ante 40,7% da adversária, resultado igualmente situado dentro da margem estatística da pesquisa.
Disputa apertada e consolidação do eleitorado bolsonarista
O estudo, realizado entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro com 1.500 entrevistados em todo o país, aponta que o campo conservador começa a se organizar em torno de nomes mais definidos, especialmente Flávio Bolsonaro, que demonstra crescimento nas medições espontâneas e estimuladas.
Segundo a metodologia registrada no Tribunal Superior Eleitoral (protocolo BR-08425/2026), o levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 2,5 pontos percentuais. Os números indicam que, apesar da liderança de Lula nos cenários testados, a vantagem é curta e sujeita a reversões conforme o avanço do calendário eleitoral.
Analistas do próprio instituto avaliam que a eleição tende a assumir caráter plebiscitário, com o eleitorado dividido entre a continuidade do atual governo e a busca por uma alternativa alinhada ao bolsonarismo — cenário que reforça o grau de competitividade da disputa.
Polarização deve marcar a campanha
A pesquisa também sugere que a rejeição aos principais candidatos seguirá como fator determinante em 2026, repetindo o padrão observado em 2022: mais do que adesão a projetos, parte expressiva do eleitorado tende a votar “contra” o adversário.
Com mais de um ano até o início oficial da campanha, o levantamento funciona como um retrato preliminar do humor do eleitorado, mas já sinaliza que o Palácio do Planalto poderá enfrentar uma corrida apertada caso enfrente qualquer um dos três nomes ligados ao bolsonarismo no segundo turno.
A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas por meio de entrevistas telefônicas, realizadas entre sexta-feira (30) e segunda-feira (2). O intervalo de confiança é de 95%, e o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08425/2026. O levantamento foi financiado pelo instituto Meio Ideia.
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