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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou neste domingo (1º/2) o envio de ajuda humanitária a Cuba para auxiliar a ilha em meio à sua grave crise financeira. Além do apoio humanitário, Sheinbaum confirmou que buscará negociar diplomaticamente a continuidade do envio de petróleo, desafiando recentes medidas restritivas dos Estados Unidos.

O Cenário da Crise Energética

A situação em Cuba agravou-se consideravelmente após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos EUA em 3 de janeiro. A Venezuela, tradicional aliada e fornecedora de energia da ilha, teve sua capacidade de apoio reduzida.

  • Segundo o Financial Times, em 2025, o México já havia superado a Venezuela, tornando-se o principal fornecedor de petróleo para Cuba.
  • A manutenção desse fornecimento agora enfrenta barreiras diretas: na última semana, os EUA autorizaram a imposição de tarifas a qualquer país que negocie petróleo com a ilha caribenha.

Diplomacia e Ameaças de Trump

Apesar da tensão comercial, Claudia Sheinbaum manteve um tom diplomático, reiterando em comunicado que suas conversas recentes com o presidente Donald Trump foram “respeitosas” e avançaram em acordos de comércio e segurança.

Por outro lado, a retórica de Washington intensificou-se neste domingo. Após a autorização das tarifas, Donald Trump declarou que poderia “fazer um acordo” com Cuba, utilizando um tom de ameaça ao sugerir que tal acordo evitaria uma “intervenção militar” dos EUA no território cubano.

Com informações de Metrópoles

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