
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de cinco dias para o 19º Batalhão da Polícia Militar apresentar um relatório completo sobre as atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha, por liderar uma trama golpista.
A determinação de Moraes solicita um relatório detalhado com todas as atividades realizadas pelo ex-mandatário desde sua transferência para a nova unidade prisional, ocorrida em 15 de janeiro. O documento deve incluir datas e horários de visitas (advogados, parentes e amigos), consultas e exames médicos, sessões de fisioterapia e atividades físicas, atividades laborais, leituras e quaisquer outras ocorrências relevantes.
Transferência para a Papudinha e Fim dos Privilégios
Bolsonaro estava anteriormente custodiado em uma cela especial, na Sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, desde 22 de novembro do ano passado, quando foi preso preventivamente por risco de fuga e violação de tornozeleira eletrônica.
A transferência para a Papudinha ocorreu após uma série de reclamações, incluindo o barulho do ar-condicionado próximo à sua cela. Na decisão, Moraes listou as críticas da defesa e afirmou que a prisão “não é uma colônia de férias”. Ele também mencionou 13 privilégios que Bolsonaro usufruía na PF, que o diferenciavam dos demais detentos do regime fechado no Brasil.
Entre os privilégios citados por Moraes estavam:
- Sala de Estado-Maior individual e exclusiva (12 m²).
- Quarto com banheiro privativo, água corrente e aquecida.
- Televisão a cores e ar-condicionado.
- Frigobar.
- Médico da Polícia Federal de plantão 24 horas e autorização de acesso a médico particular.
- Autorização para realização de fisioterapia.
- Banho de sol diário e exclusivo.
- Visitas reservadas sem a presença de outros presos.
- Realização de exames médicos particulares no local.
- Autorização para transporte e internação imediata em caso de urgência.
- Protocolo especial para entrega de comida caseira diariamente.
- Moraes ressaltou que a concessão desses privilégios não se baseava na idade ou condição de saúde de Bolsonaro, mas sim em sua “singular condição” de ex-presidente da
- República, que justificaria a segregação do ambiente prisional comum. A decisão reforça a
- intenção do ministro de garantir que as condições de custódia estejam em conformidade com as normas aplicáveis, sem regalias.
Com informações de Metrópoles







