
A investigação da PCESCP (Polícia Civil de São Paulo) sobre a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e a intoxicação de outras seis pessoas na academia C4 Gym, no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, avançou rapidamente em menos de uma semana.
O inquérito aponta que a fatalidade foi causada por cloro adulterado aplicado por um funcionário sem qualificação técnica, sob ordens da gerência.
Confira o passo a passo das investigações e as principais descobertas das autoridades:
O dia da tragédia (Sábado, 7 de fevereiro)
Durante uma aula de natação com nove presentes, alunos sentiram um cheiro químico intenso, seguido de queimação nos olhos, nariz e pulmões, além de vômitos. Juliana Bassetto sofreu uma parada cardíaca e morreu após ser socorrida em um hospital de Santo André. O marido da vítima e um adolescente de 14 anos foram internados em estado grave na UTI.
Abandono do local e interdição (8 e 9 de fevereiro)
Após o incidente, os responsáveis pela academia fecharam o estabelecimento e abandonaram o local sem acionar as autoridades, apesar de o prédio ficar em frente ao 42º Distrito Policial. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros precisaram arrombar o imóvel para realizar a perícia e coletar amostras de água. A Subprefeitura da Vila Prudente interditou o local após constatar a ausência de alvará de funcionamento e uma “situação precária de segurança”.
Confissões e falhas técnicas (10 de fevereiro)
O manobrista da academia, que trabalhava no local há três anos, admitiu em depoimento que realizava a manutenção química da água sem possuir qualificação técnica, apenas cumprindo ordens.
Ele relatou que, ao avisar o dono sobre os alunos passando mal, recebeu como resposta apenas a palavra “paciência”. No mesmo dia, o delegado-geral Artur Dian confirmou que o cloro estava misturado a uma substância ainda não identificada.
Indiciamento por homicídio (11 de fevereiro)
Os três sócios da C4 Gym foram indiciados por homicídio e o delegado Alexandre Bento solicitou a prisão dos envolvidos. Em depoimento, o sócio Celso Bertolo Cruz confessou ter apagado mensagens trocadas com o manobrista no dia do ocorrido, justificando o ato por “desespero”.
Também foi revelado que os proprietários recusaram contratar uma empresa especializada para a manutenção fixa da piscina no início de 2025.
Próximos passos
A Polícia Civil aguarda os laudos definitivos do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico-Legal) para concluir o inquérito. Sete vítimas foram identificadas ao todo, incluindo uma criança de 5 anos que passou mal em uma aula no mesmo estabelecimento.
Em nota oficial, a direção da academia afirmou que prestou atendimento imediato e colabora com as autoridades.
Com informações de CNN Brasil.







