Denunciado pelo MPRJ em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, o ex-CEO chegou a ser preso em flagrante na última segunda-feira (5/1), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará. Ele tentava embarcar usando um documento falso e estava com a tornozeleira eletrônica descarregada.
Apesar da prisão em flagrante, o ex-CEO foi solto após audiência de custódia, com a imposição de medidas cautelares, como o uso contínuo da tornozeleira, comparecimento periódico à Justiça e apresentação de relatórios médicos. Segundo o Ministério Público, essas determinações vinham sendo sistematicamente descumpridas.
Ao acolher o pedido de prisão preventiva, na quarta-feira (7/1), a Justiça destacou que os relatórios de monitoramento eletrônico apontam diversas violações, especialmente pelo hábito de deixar a tornozeleira descarregar. Para o Judiciário, a medida é necessária para garantir a aplicação da lei penal.
O pedido de inclusão de Mendes na lista vermelha da Interpol foi apresentado pela Promotoria de Justiça junto à 32ª Vara Criminal da Capital. A medida, segundo o MP-RJ, busca ampliar o alcance da busca internacional por Mendes, caso o empresário tenha deixado o país ou tente cruzar fronteiras.
O bloqueio do passaporte também tem como objetivo impedir novas tentativas de fuga.
O Metrópoles entrou em contato com a defesa de João Ricardo. Entretanto, até a publicação desta reportagem, não obteve respostas. O espaço segue aberto para manifestações.