
A rede elétrica de Cuba entrou em colapso pela sétima vez em 2026, deixando o país novamente sem energia. O apagão ocorreu na noite de domingo (2) e foi confirmado nesta segunda-feira (3) pela empresa estatal responsável pelo fornecimento de eletricidade.
O novo colapso evidencia a grave crise energética enfrentada pela ilha, que convive há anos com problemas no abastecimento de energia e sucessivas interrupções no serviço.
Segundo autoridades cubanas, o sistema elétrico sofre forte pressão devido à escassez de combustível, ao envelhecimento da infraestrutura e às dificuldades no fornecimento de petróleo, agravadas pelo embargo imposto pelos Estados Unidos.
A situação se intensificou neste ano após a interrupção do envio de petróleo da Venezuela, principal aliada de Havana, e da suspensão das exportações por parte do México, fatores que reduziram ainda mais a disponibilidade de combustível para geração de energia.
População enfrenta rotina de apagões
Com cerca de 10 milhões de habitantes, Cuba já registrou dois apagões em março e três em julho, além do novo colapso ocorrido neste início de agosto.
Além dos grandes apagões, a população também enfrenta cortes programados de energia em diversas regiões do país. Durante o verão, muitos moradores precisam adaptar a rotina, acordando durante a madrugada para realizar tarefas como cozinhar, lavar roupas, acessar a internet ou amenizar o calor enquanto há fornecimento de eletricidade.
A frequência das interrupções tem impactado o cotidiano dos cubanos, que convivem com a incerteza sobre a duração dos períodos sem energia.







