Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta quinta-feira (2/4), em Salvador, onde participa de entregas na área de mobilidade urbana, o caráter democrático do Novo PAC. A exemplo do que ocorre na Bahia, o programa viabilizou diversos tipos de investimentos em infraestrutura por meio de ampla escuta a governadores e prefeitos de todo o país.

O PAC começou com uma reunião com 27 governadores, de todos os partidos políticos, e, depois, as prefeituras. Sobretudo nas obras de infraestrutura, estamos atendendo quase 90% dos municípios brasileiros. Quem fez projeto e apresentou tem obra do PAC. Acho que nunca na história do Brasil houve tanto atendimento aos prefeitos quanto está havendo agora”, afirmou o presidente da República

“O PAC começou com uma reunião com 27 governadores, de todos os partidos políticos, e, depois, as prefeituras. Sobretudo nas obras de infraestrutura, estamos atendendo quase 90% dos municípios brasileiros. Quem fez projeto e apresentou tem obra do PAC. Acho que nunca na história do Brasil houve tanto atendimento aos prefeitos quanto está havendo agora”, frisou Lula, durante entrevista concedida à TV Record Bahia.

O presidente foi categórico ao revelar o que mais o orgulha nesses três anos e três meses de seu terceiro mandato na Presidência da República: “É o movimento da política de inclusão social que é feito na Bahia e que é feito no Brasil. Nós temos que cuidar de ponte, de estrada, de ferrovia, de rodovia, nós temos que cuidar de tudo. Mas tem uma coisa que, para nós, é imprescindível cuidar, que são as camadas mais necessitadas da sociedade, que têm que ter um olhar carinhoso da nossa parte. É por isso que nós temos a maior política de inclusão social da história do Brasil”, afirmou o presidente.

Ele lembrou que a história recente do Brasil foi marcada, pela segunda vez, por um fato importante: a saída do país do Mapa da Fome da ONU. “As pessoas deixaram de ser tão miseráveis quanto eram. Nós acabamos com a fome duas vezes nesse país. A primeira vez tinha 54 milhões de pessoas passando fome. Nós acabamos. Voltou a fome. Quando eu voltei, tinha 33 milhões de pessoas. Nós, em dois anos e meio, outra vez acabamos com a fome nesse país. Houve uma melhora substancial nas coisas desse país”, afirmou Lula.

MECANISMOS DE PROTEÇÃO – Lula também ressaltou que o Brasil, nesta gestão, criou mecanismos de proteção aos mais vulneráveis, que permitiram uma melhora de vida real. “O que aconteceu na economia? Nós temos a menor inflação acumulada em quatro anos na história do Brasil. Nós temos a maior massa salarial do Brasil. Nós temos um aumento de salário mínimo todo ano acima da inflação. Isso é um ganho que a gente vai permitir que o povo tenha acesso. Como a política do Minha Casa, Minha Vida, como a Farmácia Popular, com o Gás do Povo, o Luz Para Todos, ou seja, você vai criando um mecanismo de proteção à sociedade mais humilde, mais simples, para que ela possa evoluir e a sociedade possa atingir um padrão de vida decente, digno, o que todo mundo quer”.

MORADIA – O presidente também destacou o sucesso do Minha Casa, Minha Vida. Criado por Lula, o programa habitacional alcançou resultados históricos em 2025. No ano passado, o programa contou com orçamento recorde de cerca de R$ 180 bilhões. Os recursos ajudaram o Minha Casa, Minha Vida a superar o ritmo de contratações esperado no início do governo e se tornar a política pública preferida pelos brasileiros, com aprovação de 90%, segundo pesquisa Genial-Quaest.

“Nós prometemos dois milhões de casas. Neste mandato, vamos contratar três milhões de casas do Minha Casa, Minha Vida, com melhoras”, lembrou Lula. “E além das casas, sabe o que nós fizemos? Mais R$ 40 bilhões para reformas. É o maior programa de construção civil já feito na história deste país”, prosseguiu.

COMPRA ASSISTIDA – Lula revelou ainda que o governo trabalha para ampliar para todo o país o Compra Assistida, modalidade criada dentro do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução e que integrou as ações de apoio do Governo do Brasil às famílias afetadas pelo desastre climático que atingiu o Rio Grande do Sul, em 2024. A iniciativa alcançou, no fim de janeiro deste ano, a marca de 10 mil famílias com contratos assinados para obtenção da casa própria. Em todo o estado gaúcho, milhares de moradias foram inviabilizadas pela lama e o lodo deixados pelas águas das chuvas. Como resposta rápida, o Governo do Brasil, por meio do Ministério das Cidades, criou o Compra Assistida, para garantir que aqueles que perderam seus lares não ficassem desamparados.

“Nós adotamos uma nova metodologia, que talvez a gente torne isso definitivo no Brasil, que é a compra de casa assistida. O que aconteceu no Rio Grande do Sul nos deu uma lição muito grande: mais rápido do que fazer a casa é a gente saber se na cidade tem casa para comprar, a um preço que a gente pode pagar. Nós tivemos uma política de sucesso extraordinária, que agora estamos estudando para ver se é possível colocar em prática no Brasil a Compra Assistida, porque a gente já compra a casa que existe, não tem que fazer uma casa”.

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