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O cinema brasileiro vive um momento sem precedentes na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Após a conquista histórica de “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, o país retorna à cerimônia deste domingo (15/3) com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho — e a chance de quebrar um tabu que persiste há quase quatro décadas.

O fantasma do bicampeonato

Uma vitória de “O Agente Secreto” na categoria de Melhor Filme Internacional tornaria o Brasil o primeiro país a conquistar o prêmio em dois anos consecutivos desde a Dinamarca, que alcançou o feito em 1987 e 1988 com os clássicos “A Festa de Babette” e “Pelle, O Conquistador”. Desde então, a rotatividade entre nações vencedoras tornou o “back-to-back” um dos maiores desafios estatísticos da premiação.

A elite dos bicampeões consecutivos

Pouquíssimas cinematografias conseguiram dominar a categoria de forma sequencial ao longo da história:

  • 🇮🇹 Itália — recordista absoluta, venceu consecutivamente em três períodos distintos: 1956–57, 1963–64 e 1970–71
  • 🇫🇷 França — também ostenta três bicampeonatos, com vitórias em 1958–59, 1972–73 e 1977–78
  • 🇸🇪 Suécia — garantiu seu lugar na lista com vitórias em 1960 e 1961
  • 🇯🇵 Japão — nos primórdios da categoria (quando o prêmio ainda era honorário e sem lista de indicados), conquistou duas vitórias seguidas em 1954–55.

O Brasil em múltiplas frentes

“O Agente Secreto” disputa quatro categorias:

  • 🏆 Melhor Filme
  • 🌍 Melhor Filme Internacional
  • 🎭 Melhor Direção de Elenco
  • 🎬 Melhor Ator — Wagner Moura

O país ainda marca presença na categoria técnica com o cinematógrafo Adolpho Veloso, indicado pela fotografia de “Sonhos de Trem” — que chega ao Oscar após vencer o Critics’ Choice Awards, o Independent Spirit Awards e o Satellite Awards na mesma categoria.

A combinação das indicações de “O Agente Secreto” com a de Veloso consolida uma das maiores delegações brasileiras da história do Oscar, tornando a noite deste domingo um marco independentemente dos resultados.

Com informações de Metrópoles

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