Luiza Monteiro/Riotur

O ex-presidente Jair Bolsonaro comentou com aliados que o visitaram na quarta-feira (18/2), na Papudinha, o desfile da escola de samba que homenageou o presidente Lula na Marquês de Sapucaí.

Ao senador Carlos Portinho (PL-RJ), Bolsonaro afirmou que, caso uma escola de samba tentasse homenageá-lo durante ano de eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria tido outra postura.

De acordo com relatos do senador à coluna, Bolsonaro afirmou que, se a homenagem fosse ao ex-presidente, provavelmente ele icaria inelegível antes mesmo das eleições.

“Sobre o desfile, ele falou: ‘Imagina se fosse comigo? Ficaria inelegível antes da eleição, vergonha’”, afirmou Portinho.

Lula foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói no primeiro dia de desfiles das escolas do grupo especial. A escola retratou Bolsonaro como um palhaço, que termina o desfile preso.

Lideranças de oposição, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acionaram a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a homenagem pode configurar propaganda eleitoral antecipada.

Antes do desfile, entretanto, o TSE afirmou que a homenagem faz parte da liberdade de expressão da escola de samba, mas frisou que o Carnaval não pode ser pretexto para crimes eleitorais.

Visita de Bolsonaro

Atual líder do PL no Senado, Portinho visitou Bolsonaro na Quarta-Feira de Cinzas. Além dos comentários sobre o Carnaval, os dois trataram sobre a disputa eleitoral no Rio de Janeiro em 2026.

Além de definir o candidato à sucessão do governador Cláudio Castro (PL), que não pode tentar a reeleição, o partido precisa definir quem serão seus candidatos ao Senado na chapa.

Uma das vagas deve ser destinada a Castro. A outra iria para Flávio Bolsonaro, mas ficou aberta após o senador decidir concorrer ao Palácio do Planalto. Portinho quer ficar com a vaga.

Com informações de Metrópoles.

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