Sessenta e sete metros de contenção foram construídos para proteger o avanço da erosão do Rio Amazonas, no trecho da Rua Caetano Prestes. A obra de recuperação da área, executada pela Prefeitura de Parintins, fica localizada entre a residência da funcionária pública aposentada, Rosiane Novo, e a Praça do Comunas, na orla de Parintins.
Os trabalhos estão sendo executados pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp), desde o final do ano de 2019. A construção do paredão de quatro metros de altura durou dois meses, com 80 centímetros de fundação, e 100 estacas raízes, com 10 metros cada uma, para a sustentação do muro de contenção em concreto armado.
O Secretário de Obras e Serviços Públicos, Mateus Assayag, informa que os trabalhos estão na etapa de aterro, para a finalização do muro de arrimo. Desde janeiro de 2020, o prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia, aguarda um convênio, de R$ 2,3 milhões, com o Governo do Amazonas, para a recuperação de 140 metros de orla, até o trecho do Boteco Du Verçosa, e a reforma da Praça do Comunas.

Situação de Emergência
No final do mês de janeiro deste ano, o Decreto de Situação de Emergência do Município de Parintins, homologado pela Defesa Civil do Estado do Amazonas, foi reconhecido nacionalmente pelo Governo Federal. O Coordenador Regional de Defesa Civil na Calha do Baixo Amazonas, Sargento Vicenor Assunção, e os Engenheiros Mário Passarinho e Fernando Catunda, fizeram diagnóstico da situação da orla de Parintins, de 17 a 22 de janeiro.
Durante uma semana, os técnicos, designados pelo Secretário Executivo de Defesa Civil do Amazonas, Coronel Francisco Máximo, acompanharam e monitoraram toda a orla. A Prefeitura de Parintins, o Governo do Estado e a Câmara de Vereadores não ficaram de braços cruzados para essa problemática crônica. Todas áreas afetadas pela erosão do Rio Amazonas receberam visita técnica para produção de relatório.
A Defesa Civil do Amazonas realizou levantamento de dados junto às secretarias municipais para fins de relatório; vistoria nas áreas; monitoramento nos locais e acompanhamento do Sistema Nacional de Informações sobre Desastres (S2iD). Todo esse trabalho conjunto visa a recuperação das áreas críticas, com a conquista de recursos necessários para viabilizar as obras.







