
A intensa onda de calor que atinge a Coreia do Sul já causou a morte de pelo menos 19 pessoas e levou milhares de moradores a procurar atendimento médico por problemas relacionados às altas temperaturas. Diante do agravamento da situação, o governo sul-coreano passou a tratar o fenômeno como um desastre nacional e anunciou uma série de medidas emergenciais para reduzir os impactos sobre a população.
Dados da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul apontam que mais de 2 mil pessoas receberam atendimento médico desde maio por complicações provocadas pelo calor extremo, incluindo casos de insolação, desidratação e outras doenças associadas às temperaturas elevadas.
Em pronunciamento, o presidente Lee Jae-myung determinou que todos os órgãos do governo mobilizem recursos para enfrentar a crise. Segundo ele, a prioridade é proteger a população mais vulnerável, reforçar o atendimento na rede de saúde e ampliar as ações de prevenção diante da continuidade da onda de calor.
Entre as medidas adotadas pelo governo está a suspensão de atividades e obras realizadas ao ar livre durante os períodos mais quentes do dia, além do reforço das campanhas de orientação para que a população evite exposição prolongada ao sol e mantenha a hidratação.
O calor atingiu níveis históricos no último fim de semana. No domingo (2), a cidade de Yangsan, localizada no sudeste do país, registrou 42,5°C, a maior temperatura já medida na península coreana desde o início dos registros meteorológicos modernos, em 1904.
A situação também preocupa na capital. Nesta terça-feira (5), a Agência Meteorológica da Coreia do Sul emitiu o alerta máximo para partes de Seul, onde a temperatura pode ultrapassar os 38°C. É a primeira vez que a cidade ativa esse nível de aviso desde a criação, neste ano, de um novo sistema de classificação destinado a reforçar a resposta das autoridades a episódios de calor extremo.
As previsões indicam que as altas temperaturas devem persistir ao longo de toda a semana, mantendo o risco de novos casos de problemas de saúde relacionados ao calor e aumentando a preocupação das autoridades com idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
O cenário na Coreia do Sul acompanha uma série de eventos climáticos extremos registrados em diferentes partes do mundo durante o verão no Hemisfério Norte. Na Europa, por exemplo, a Itália ampliou para 27 o número de cidades sob alerta vermelho, o mais alto nível de risco para temperaturas elevadas.
Nas cidades italianas sob alerta, os termômetros devem variar entre 35°C e 40°C. As autoridades recomendaram que moradores e turistas evitem atividades ao ar livre entre 11h e 18h, período em que a radiação solar é mais intensa, além de reforçarem a ingestão de líquidos e a permanência em locais climatizados sempre que possível.
Especialistas alertam que ondas de calor prolongadas aumentam significativamente o risco de complicações médicas, especialmente entre grupos mais vulneráveis, e podem provocar sobrecarga nos sistemas de saúde, interrupções em atividades econômicas e maior consumo de energia devido ao uso intensificado de aparelhos de refrigeração. As autoridades sul-coreanas seguem monitorando a evolução das temperaturas e afirmam que novas medidas poderão ser adotadas caso o calor extremo persista nos próximos dias.







