Uma ofensiva coordenada contra o garimpo ilegal avançou sobre o Rio Negro e atingiu diretamente a estrutura usada por grupos criminosos para a extração clandestina de ouro. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (12), a Operação Yacumama, que resultou na apreensão de cinco embarcações empregadas na atividade ilícita no município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.

A operação contou com o apoio do Ibama, da Polícia Civil do Amazonas — por meio da Delegacia Fluvial — e do Polícia Militar do Amazonas, através do Batalhão de Policiamento Ambiental. O foco foi interromper não apenas a exploração direta do ouro, mas também a logística que sustenta o avanço do garimpo em áreas sensíveis da Amazônia.

Durante a ação, os agentes localizaram um empurrador e uma draga em pleno funcionamento, além de outras quatro embarcações escondidas em um estaleiro clandestino. Segundo as autoridades, os equipamentos estavam sendo preparados para voltar às atividades ilegais, o que evidencia um esquema estruturado e recorrente de mineração irregular na região.

Mais do que apreender máquinas, a Operação Yacumama buscou enfraquecer a cadeia econômica do garimpo, prática que provoca impactos severos aos rios amazônicos, principalmente pela contaminação da água e do solo. Além do dano ambiental, a atividade configura crime de usurpação de bens da União, já que os recursos minerais pertencem ao Estado brasileiro.

Nos bastidores, a avaliação é de que operações desse tipo ganham peso político ao reforçar a presença do poder público em áreas historicamente pressionadas por atividades ilegais. A ação também sinaliza um endurecimento da fiscalização ambiental no Amazonas, em meio ao debate nacional sobre preservação da floresta, segurança hídrica e combate ao crime organizado associado à mineração clandestina.

As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pelo esquema e apurar a extensão da atuação dos grupos envolvidos no garimpo ilegal no Rio Negro.

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