
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas do Polo Industrial de Manaus (Nurrc), com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/01), a Operação Meia Verdade. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão temporária contra dois homens (32 e 41 anos) e duas mulheres (28 e 29 anos), suspeitos de aplicar golpes nas redes sociais ao se passarem por instituições de fachada para falsos cadastros de estudantes.
Segundo o delegado Charles Araújo, a operação tem como objetivo combater o comércio ilegal de meia-passagem no transporte coletivo, esquema que já teria causado prejuízo estimado em até R$ 3 milhões.
“A fraude foi detectada em dezembro de 2025, após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) identificar volume atípico de inscrições em escolas fictícias ou inexistentes, que anunciavam na internet a venda do benefício a pessoas sem direito”, explicou o delegado.
As investigações não descartam a participação de instituições reais que possam ter feito uso indevido de cadastros fraudulentos. Ao todo, foram nove mandados judiciais cumpridos, sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, em bairos distintos de Manaus.
O gerente de Operações do Sinetram, Tarcío Marques, destacou que o grupo teria causado prejuízo de cerca de R$ 6 milhões em subsídios pagos pela população.
“O Sinetram emite o cartão somente após autorização do sistema público, o que indica que a fraude ocorre no cadastro inicial, realizado por escolas reais ou falsas”, afirmou.
Outras duas pessoas seguem foragidas, entre elas Wallace Avelar Rodrigues. A PC-AM solicita que informações sobre o paradeiro do suspeito sejam repassadas pelos números (92) 98827-8814 ou 3667-7543 (Nurrc), 197 e (92) 3667-7575 (PC-AM), ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).
Os investigados devem responder por associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, permanecendo à disposição da Justiça.







