Buscas ocorrem no Maranhão e no Piauí • Divulgação/PF

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a operação “Tá na Conta”, que investiga um esquema de “compra de renúncia” de candidatos em Caxias, no Maranhão.

A ação cumpre sete mandados de busca e apreensão e mira lideranças políticas envolvidas em compra de desistência de candidaturas e fraude à cota de gênero. A operação ocorre em Caxias (MA) e Teresina (PI).

CNN apurou que um dos principais alvos é Othon Luiz Machado, secretário municipal de Administração, Finanças, Planejamento e Gestão Fazendária de Caxias.

As investigações apontam que lideranças políticas locais atuavam como autoras intelectuais no oferecimento de vantagens ilícitas para que candidatos adversários desistissem de suas candidaturas. O objetivo era desestabilizar partidos oponentes e burlar a cota de gênero, forçando a renúncia de candidatas mulheres para inviabilizar chapas inteiras.

Mensagens interceptadas pela PF revelam que os investigados chegaram a oferecer R$ 50.000,00 e promessas de cargos públicos para que uma única candidata renunciasse ao pleito.

Na operação, os agentes apreenderam valores em espécie, dispositivos eletrônicos e documentos. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção eleitoral e assédio eleitoral contra mulheres.

Secretário alvo

O nome da operação faz referência a um vídeo publicado pelo secretário Othon Luiz Machado após ele ser alvo de uma outra operação da PF sobre desvios do Fundeb, em agosto do ano passado.

Após sofrer busca e apreensão, a Prefeitura de Caxias publicou um vídeo em suas redes sociais em que o secretário aparece fazendo processo no computador e depois publica “Tá na conta” e mostra aos funcionários. A publicação foi vista como um “deboche” à operação da Polícia Federal do dia anterior, já que servidores são suspeitos de receber pagamentos indevidos.

Nessa investigação, a suspeita de desvio é de mais de R$ 50 milhões de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) no Maranhão.

A investigação apura fraudes em licitações municipais ocorridas entre 2021 e 2025. A PF também aponta que foi identificado que parte dos valores contratados com recursos do Fundeb era devolvida para os servidores públicos envolvidos nas fraudes. 

Com informações de CNN Brasil.

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