(Foto: Reuters/Alexander Manzyuk)

Em meio à crescente instabilidade geopolítica e a temores de desaceleração econômica, o ouro voltou a se consolidar como o ativo de refúgio mais seguro do mundo. Os preços do ouro spot — que acompanham a negociação em tempo real de lingotes — atingiram o recorde de US$ 3.111,30 (R$ 17.918,30) por onça, impulsionados por uma valorização de 18% apenas neste início de ano, destaca a Sputnik, citando o the Guardian.

Essa escalada começou ainda no final de 2024, alimentada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio e pelas decisões do Federal Reserve (Fed) de reduzir as taxas de juros nos Estados Unidos, o que enfraqueceu o dólar e aumentou o apelo do ouro. Em abril deste ano, a possibilidade de que novas tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump ,provoquem uma nova onda de turbulência econômica mundial reforçou o movimento de fuga dos investidores para o metal precioso.

Segundo projeções do banco Goldman Sachs, os preços do ouro devem continuar subindo e alcançar US$ 3.300 (R$ 19.005) por onça até o fim de 2025, impulsionados pelo cenário de aversão ao risco e pela busca por proteção frente a incertezas políticas.

No ano passado, o metal já havia demonstrado sua força como reserva de valor. Os contratos futuros de ouro nos EUA ultrapassaram os US$ 2.640 (R$ 15.204) por onça na Comex, divisão da Bolsa de Mercadorias de Nova York, chegando ao pico de US$ 2.644,80 (R$ 15.231,70). À época, analistas já especulavam que o patamar de US$ 3.000 (R$ 17.277,30) por onça estava ao alcance.

Com informações de Brasil 247.

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