
Palmeiras, Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo e Chapecoense divulgaram nota conjunta, nesta quinta-feira (11/12), sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro. O tema tomou conta do cenário esportivo após a diretoria do Flamengo propor o fim deste tipo de relva nos campeonatos nacionais.
No documento, as equipes afirmam que o tema é complexo, destacando que “deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade”.
A nota conjunta foi divulgada alguns dias após a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, rebater a atitude do Flamengo. Na ocasião, a mandatária declarou que a discussão sobre utilizar ou não gramado sintético em jogos de futebol profissional é “pautada pelo clubismo”.
A proposta da não utilização de grama sintética foi levada à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante as conversas sobre a implementação do fair play financeiro. No entanto, não foi colocada em pauta por não ter relação com o tema inicial do debate.
Confira a nota conjunta das equipes
“Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.
Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.
Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.
É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.
O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto”.
As informações são de Metrópoles.







