
Uma paralisação de motoristas do transporte coletivo interrompeu parte do serviço na tarde desta terça-feira (25) em Manaus. A mobilização, iniciada de forma espontânea por trabalhadores insatisfeitos com o atraso no pagamento do vale-alimentação, causou lentidão na Avenida Constantino Nery e afetou o Terminal 1 (T1), deixando milhares de passageiros sem atendimento no horário de pico.
Paralisação começou sem convocação do sindicato
De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação não foi convocada pela entidade, mas decidida pelos próprios motoristas depois que o vale-alimentação, que deveria ter sido creditado no dia 20, não foi pago.
Em nota, o sindicato reforçou que o movimento é independente:
“Não é o Sindicato. São os próprios motoristas que decidiram parar por conta do vale-alimentação que não caiu na data. A reivindicação é sobre o vale. Paralisação por tempo indeterminado.”
Além do benefício atrasado, a categoria também demonstra preocupação com o pagamento do 13º salário.
Vice-presidente orientou retorno, mas trabalhadores resistem
O vice-presidente do sindicato, Mossoró, informou que orientou os motoristas a retomarem as atividades e afirmou que uma coletiva seria realizada ainda hoje para esclarecer a situação.
Ao ser questionado, Mossoró confirmou que também há atraso salarial, ampliando o clima de descontentamento entre os rodoviários.
Impacto no transporte
Usuários relataram longas filas e interrupção repentina das viagens. Vídeos nas redes sociais mostram ônibus parados no T1 e passageiros descendo dos coletivos sem aviso prévio.
A paralisação atingiu um dos corredores mais movimentados da cidade, agravando o trânsito e afetando diretamente quem depende do transporte público para retornar para casa.
Categoria exige pagamento imediato
Os motoristas afirmam que só pretendem normalizar totalmente a circulação dos ônibus após a garantia de pagamento do vale-alimentação. Até a última atualização, não havia confirmação de repasse por parte das empresas do sistema.







