Um episódio grave marcou a manhã deste domingo (8), em Manaus, durante uma corrida em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A paratleta Marleide Sales da Silva, de 52 anos, foi atropelada por um motorista que dirigia embriagado enquanto participava da prova realizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital.

O condutor, identificado como José Sidney Mendes de Paula Sousa, foi preso em flagrante após avançar a sinalização montada para garantir a segurança dos atletas e atingir a competidora cadeirante. Apesar do susto e das lesões, Marleide recebeu atendimento médico e já recebeu alta hospitalar.

Segundo as autoridades, o motorista desrespeitou a orientação de parada dada por agentes de trânsito que controlavam o fluxo de veículos no cruzamento das avenidas João Valério e Maceió, onde a corrida acontecia.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um agente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) faz sinal para que um carro vermelho pare antes de acessar a via bloqueada. O motorista, no entanto, ignora a ordem, avança o cruzamento e atinge a atleta.

Após o atropelamento, o homem ainda tentou fugir do local. Um agente de trânsito que estava em uma motocicleta iniciou perseguição e conseguiu interceptar o veículo, obrigando o motorista a parar.

Submetido ao teste do bafômetro, o resultado apontou 0,54 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice considerado crime de trânsito por ultrapassar o limite permitido pela legislação.

O suspeito foi conduzido para uma delegacia da capital, onde o caso foi registrado.

Atendimento e danos à atleta

Após o atropelamento, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram os primeiros socorros e encaminharam a paratleta a uma unidade hospitalar da cidade.

De acordo com informações médicas, Marleide sofreu escoriações pelo corpo e fraturou a clavícula, mas não corre risco de morte.

Além das lesões, o acidente causou prejuízos materiais significativos. A cadeira de competição da atleta foi completamente destruída com o impacto.

O equipamento, avaliado em aproximadamente R$ 16 mil, havia sido confeccionado sob encomenda em Goiânia (GO) e havia sido doado à paratleta.

Com a cadeira especial, Marleide já havia participado de diversas competições esportivas, incluindo a tradicional Corrida de São Silvestre, uma das provas mais importantes do país.

No momento do atropelamento, tanto a atleta quanto o equipamento foram arremessados com o impacto, provocando danos irreversíveis à cadeira esportiva.

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