É crescente a demanda de estudantes indígenas por cursos e formação profissional no Brasil. No Amazonas, o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) possui 855 estudantes que se declaram indígenas em oito campi, sendo Coari, Humaitá, Lábrea, Manaus Zona Leste, Maués, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga e Tefé.
No IFAM Campus Manaus Zona Leste, os alunos Jhoy Pereira Correa, Ivanete Vieira de Souza, Frank de Oliveira Marques, Thais Rodrigues da Silva, Ana de Souza Lima, Taynara Adne Martins da Silva, Andrielle Moreira da Silva, Sabrina Marques Andrade, Andresson de Souza Salles da etnia Mura, oriundos da Comunidade Indígena Moyray, localizada na Ilha do Baixio, em Autazes (distante 84,1 km de Manaus) estão cursando o curso superior de Tecnologia em Agroecologia em regime de internato.
E por se tratar de um curso presencial e integral, os estudantes indígenas têm acesso ao Programa Socioassistencial que prevê a concessão de auxílio financeiro no valor de R$ 900, de acordo com o que estabelece a Política de Assistência Estudantil do IFAM atualmente em vigor.
Segundo a assistente social do IFAM, Marlene de Deus, o Programa de Bolsa Permanência do MEC garante este benefício apenas aos estudantes matriculados em instituições federais de ensino superior que estejam em situação de vulnerabilidade socioeconômica e que se declararam indígenas e/ou quilombolas.
“No IFAM os alunos indígenas têm acesso a dois programas: Bolsa Permanência e Assistência Estudantil para auxílio ao longo do desenvolvimento do curso. É necessário que o solicitante se encaixe nos pré-requisitos exigidos de cada programa para poder ter acesso aos benefícios. Para os alunos da graduação, o Governo Federal garante bolsa no valor de R$900 para aqueles com curso com carga horária superior a cinco horas diárias”, destacou.







