Mulher vota em eleição presidencial na Rússia • 15/3/2024 REUTERS/Sergey Pivovarov

O partido Rússia Unida caminha com facilidade para vencer as eleições parlamentares russas – um pleito sob controle rígido –, com o presidente Vladimir Putin prestes a consolidar, mais uma vez, seu domínio sobre a política interna.

A apuração final dos votos só será concluída após 25 de setembro, mas, segundo dados iniciais da Comissão Eleitoral Central, o partido Rússia Unida, que apoia Putin, lidera a disputa com 57,8% dos votos, com 95% das cédulas já processadas.

A votação ocorreu no momento em que Kiev lançava um de seus maiores ataques contra Moscou, entre a noite de sábado e o domingo, último dia do pleito de três dias.

Mais de 1.900 drones foram lançados, deixando pelo menos três mortos e danificando uma importante refinaria de petróleo.

Embora o resultado da eleição não estivesse em dúvida, a participação dos eleitores poderia ser vista como um teste de apoio à guerra na Ucrânia.

A comissão informou que o índice de comparecimento em toda a Rússia ultrapassou 59%, um novo recorde para eleições parlamentares.

Se confirmado, o resultado garantirá ao partido Rússia Unida 355 das 450 cadeiras na Duma, a câmara baixa do Parlamento russo.

Esse é o maior número de cadeiras que o partido já conquistou e 31 a mais do que obteve na eleição anterior, em 2021 — antes da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia —, quando o Rússia Unida conquistou 324 assentos.

Putin não é membro do partido, embora tenha atuado como seu líder entre 2008 e 2012.

Como presidente em exercício, Putin não constava na cédula eleitoral.

Ele só disputará uma nova eleição em 2030, tendo vencido o pleito presidencial mais recente, em 2024, com pouco menos de 88,5% dos votos.

Sem oposição real

Praticamente não existe oposição significativa na Rússia, com críticos sendo impedidos de atuar, presos ou exilados no exterior.

Segundo o OVD-Info, grupo independente de monitoramento de direitos humanos, mais de 2 mil pessoas estão atualmente presas por motivos políticos.

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