O pastor Márcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2) durante uma nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho, além de indícios de lavagem de dinheiro relacionados à nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

Conhecido por liderar a influente família Poncio, Márcio é pastor evangélico e ligado à Igreja da Nuvem. Ele é pai do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K, e da deputada estadual e influenciadora Sarah Poncio (Solidariedade-RJ).

Nas redes sociais, onde reúne mais de 500 mil seguidores, Márcio costuma compartilhar a rotina da família e responder às críticas recebidas pelo clã. Também é conhecido como o “pastor do cigarro”, em referência à sua atuação no setor do tabaco.

Recentemente, o pastor revelou que ele e a esposa, Simone Poncio, aguardam o nascimento de mais um filho. Simone está grávida aos 50 anos, após o casal recorrer à fertilização in vitro. Márcio afirmou anteriormente que realizou uma vasectomia aos 28 anos e que o procedimento foi a alternativa encontrada para realizar o desejo de ampliar a família.

Família acumulou polêmicas nos últimos anos

A família Poncio passou a ganhar ampla repercussão nacional em 2018, após uma série de episódios envolvendo seus integrantes.

Na época, Letícia Almeida engravidou de Jonathan Couto, então marido de Sarah Poncio, enquanto mantinha um relacionamento com Saulo Poncio, irmão da parlamentar.

Saulo também esteve no centro de diversas controvérsias relacionadas ao casamento com a influenciadora Gabi Brandt, marcado por acusações de infidelidade. Em 2022, o cantor foi acusado de tentar agredir uma influenciadora. Posteriormente, outra mulher apresentou uma denúncia alegando ter sido vítima de estupro por parte do artista.

Operação investiga lavagem de dinheiro

Além de Márcio Poncio, a nova fase da Operação Unha e Carne teve como alvos o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilsinho, ambos já custodiados em unidades prisionais.

Segundo a Polícia Federal, a operação busca aprofundar as investigações sobre um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o chamado “paco” da nova cúpula do jogo do bicho no estado, além de possíveis conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Por determinação do ministro, também foi decretado o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões, como parte das medidas cautelares adotadas no âmbito da investigação.

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