REUTERS/Issac Urrutia

A estatal petrolífera venezuelana PDVSA afirmou nesta quarta-feira (7) que está avançando nas negociações com os Estados Unidos para a venda de petróleo. Um membro do conselho da empresa declarou à Reuters que os EUA precisarão comprar os carregamentos a preços internacionais.

Na terça-feira (6), Washington anunciou um acordo com Caracas para obter acesso a até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano, um sinal de que as autoridades venezuelanas estão respondendo à exigência do presidente dos EUA, Donald Trump, de abertura para as empresas petrolíferas americanas, sob pena de sofrer mais uma intervenção militar.

Trump afirmou que quer que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, empossada esta semana após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, conceda aos EUA e a empresas privadas “acesso total” à indústria petrolífera do país.

A PDVSA afirmou em um breve comunicado que as partes têm discutido termos semelhantes aos vigentes com parceiros estrangeiros, como a Chevron, principal parceira da empresa em joint venture, que atualmente controla todas as exportações de petróleo para os EUA.

“O processo baseia-se em transações estritamente comerciais, em termos legais, transparentes e benéficos para ambas as partes”, informou a empresa.

Wills Rangel, membro do conselho da PDVSA e também líder sindical, disse à Reuters que os EUA precisarão comprar cargas a preços internacionais se quiserem petróleo venezuelano.

“Se eles quiserem comprar, terão no devido tempo, vendido ao preço internacional”, afirmou Rangel. “Não da maneira que (Trump) pretende, como se esse petróleo lhes pertencesse, porque supostamente lhes devemos algo. Não devemos nada aos Estados Unidos”, acrescentou.

A Chevron, que possui uma licença especial dos EUA para exportar petróleo bruto venezuelano apesar das sanções, é a única empresa que atualmente exporta petróleo bruto do país sul-americano, destacou Rangel, já que o bloqueio dos EUA à Venezuela mantém paralisadas as exportações destinadas à China, o principal destino do petróleo venezuelano.

Com informações de CNN Brasil.

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