A Polícia Federal apreendeu aproximadamente R$ 1 milhão em dinheiro vivo, nesta quinta-feira (24), durante uma ação de combate a crimes eleitorais em Manaus. Um homem também foi preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo de uso restrito.

A apreensão ocorre a dez dias das eleições de 4 de outubro e teve início após uma denúncia anônima informar ao grupo de investigação de crimes eleitorais da PF sobre a realização de saques de valores elevados em espécie. Após levantamentos, os investigadores encontraram elementos que corroboraram a denúncia e passaram a acompanhar a movimentação.

Durante a abordagem, os policiais encontraram cerca de R$ 1 milhão e uma arma de fogo. O dinheiro foi recolhido e será submetido à investigação para que sejam esclarecidas sua origem e, principalmente, sua destinação.

Informação preliminar aponta possível ligação com candidato

Informações preliminares divulgadas após a apreensão apontam para uma possível ligação dos recursos com um candidato e mencionam suspeita de que o dinheiro pudesse ser utilizado para compra de votos. Essa informação, entretanto, não foi confirmada oficialmente pela Polícia Federal até o momento. Uma publicação local relatou essa versão, sem identificar o candidato.

No comunicado oficial divulgado às 20h56 desta quinta-feira, a PF não informou o nome do homem preso, não identificou candidato, partido ou campanha eventualmente relacionados ao dinheiro e tampouco afirmou que os recursos seriam destinados à compra de votos. A corporação informou apenas que a ação ocorreu no contexto do combate a crimes eleitorais e que a origem e a destinação do montante serão apuradas.

Denúncia apontou saques elevados

Segundo a PF, a investigação começou depois que uma denúncia anônima chamou a atenção dos agentes para saques de grandes quantias em dinheiro.

Os levantamentos realizados posteriormente permitiram acompanhar a movimentação até a abordagem desta quinta-feira. Além das cédulas, os policiais encontraram a arma de fogo de uso restrito, que resultou na prisão em flagrante do homem.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer o caminho percorrido pelo dinheiro, sua procedência e qual seria sua destinação.

Até que essas apurações avancem, não é possível atribuir oficialmente o R$ 1 milhão a qualquer candidatura ou afirmar que o dinheiro seria utilizado para compra de votos.

A PF afirmou ainda que seguirá atuando na repressão aos crimes eleitorais e na preservação da regularidade do processo eleitoral.

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