
A investigação da PF (Polícia Federal) que culminou na prisão dos MCs Ryan SP e Poze do Rodo e dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa, dono da página Choquei, cita também transferências milionárias aos empresários Deolane Bezerra e Pablo Marçal.
Essas transferências são investigadas pela PF, mas Deolane e Marçal não foram alvos da operação.
Na representação da força policial enviada à Justiça, a equipe de investigação aponta que no caso de Deolane, ela teria movimentado R$ 5,3 milhões entre 14 de maio e 30 de junho do ano passado. Nesse período, a PF também detalha que ela recebeu R$ 430 mil da produtora de MC Ryan e transferiu outros R$ 1,16 milhão a um instituto e mais R$ 1,1 milhão a uma empresa de blindagem de veículos.
“Há indícios de que esta transação configure uma evidência material do vínculo financeiro direto entre os dois investigados, demonstrando que o fluxo de caixa da produtora de Ryan, suspeita de misturar receitas de shows com recursos de apostas e rifas, irriga também as contas de aliados estratégicos que enfrentam investigações similares por lavagem de dinheiro e associação criminosa”, aponta a PF.
A PF detalha que a transferência de R$ 430 mil “não aparenta” ter justificativa comercial ordinária de prestação de serviços, “mas robustece a tese de que Deolane e MC Ryan SP compartilham um ecossistema financeiro comum”.
Sobre Pablo Marçal, que foi candidato a prefeito de São Paulo, a PF também faz ligação do coach com MC Ryan SP, apontado como líder do esquema, em uma transferência para a compra de um imóvel.
Apesar das citações e do fluxo que a PF vê como suspeito, Deolane e Pablo não foram alvos da PF na operação Narco Fluxo na quarta-feira (15). Na data, MC Ryan e Poze do Rodo foram presos com mais 31 pessoas. Ao todo, a PF apreendeu R$ 20 milhões em veículos dos investigados.
PF: Entenda como backup revelou esquema bilionário de MC Ryan SP e artistas
Alvo de outra investigação, Deolane foi presa em setembro de 2024 em Pernambuco, suspeita de envolvimento em um outro esquema de lavagem de dinheiro e apostas ilegais. Ela foi solta poucos dias depois.
Outros lados
Nota Pablo Marçal:
“Sobre a referida operação financeira, trata-se de uma transação imobiliária onde uma das empresas de Marçal comprou um imóvel do Ryan, e parte do pagamento foi realizado através da transferência bancária citada, todo o processo de compra passou por diligências e compliance necessário para realização do negócio, que foi devidamente documentado e registrado em cartório e nos órgãos responsáveis, caso haja necessidade apresentaremos toda a documentação comprobatória as autoridades em tempo oportuno, se solicitado”.
Com informações da CNN Brasil.







