
A permanência prolongada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF), em Brasília, obrigou a corporação a adotar medidas emergenciais para garantir a custódia do investigado. A unidade, destinada principalmente a atividades administrativas e investigativas, não possui estrutura adequada para manter presos por longos períodos.
Segundo uma fonte graduada ouvida pela reportagem, foi necessário adaptar uma sala da Superintendência para funcionar como cela, embora o espaço não atenda às condições ideais para esse tipo de custódia.
“Não estamos preparados para a custódia prolongada de presos. Tivemos que nos adaptar para mantê-lo na Superintendência”, afirmou a fonte, sob condição de anonimato.
Além da adaptação física do ambiente, a Polícia Federal precisou recorrer ao apoio de policiais penais federais para reforçar a vigilância do ex-banqueiro durante todo o período em que permaneceu na unidade.
As dificuldades também envolveram questões logísticas. A Superintendência enfrentou limitações para oferecer serviços básicos normalmente disponíveis em estabelecimentos prisionais, como fornecimento regular de refeições, lavanderia, uniformes e roupas de cama e banho.
Outro desafio foi garantir o direito ao banho de sol. Como a sede da PF em Brasília não dispõe de um espaço apropriado para essa finalidade, foi necessário improvisar uma área para cumprir a determinação prevista na legislação.
O desconforto gerado pela permanência de Vorcaro na Superintendência foi comunicado ao ministro André Mendonça, em um pedido que reforçava a necessidade de transferência do ex-banqueiro para uma unidade prisional com estrutura adequada para custódia prolongada.







