A Polícia Federal (PF) investiga ameaças de morte, estupro e ataques racistas direcionados à deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). A parlamentar, de 21 anos, divulgou nas redes sociais, no sábado (7), o conteúdo de um e-mail com mensagens violentas e intimidadoras.

Segundo Ana Elisa, as ameaças ocorrem desde o período da campanha eleitoral e representam riscos à sua integridade física. A divulgação da mensagem aconteceu após a deputada receber críticas por utilizar escolta policial durante 24 horas por dia.

O caso está sob investigação da Delegacia da Polícia Federal em Divinópolis, em Minas Gerais, com suporte técnico da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos.

Em nota, a corporação informou que as medidas investigativas já começaram e incluem diligências especializadas, além de pedidos de cooperação policial internacional para reunir informações que possam ajudar na identificação dos responsáveis.

E-mail continha ameaças de violência sexual e morte

No vídeo publicado nas redes sociais, Ana Elisa mostrou o conteúdo da mensagem recebida, cujo assunto era: “Eu vou estuprar e matar a dePUTAda federal Ana Elisa”.

Em um dos trechos, o autor escreveu:

“Amanhã ao meio-dia, exatamente quando o sol bater no teu rosto, vou rasgar aquela blusa ridícula rosa do teu corpo sem dar-te sequer um segundo para gritar ou implorar piedade”.

De acordo com a deputada, o e-mail foi recebido em 11 de outubro e estava identificado em nome de Pedro Henrique Gaiardo.

A parlamentar também afirmou que o autor da mensagem teria enviado ameaças a outros políticos de esquerda, entre eles Guilherme Boulos (PSOL) e Erika Hilton (PSOL-SP).

Deputada relata exposição de sua residência

Durante a publicação, Ana Elisa também comentou as críticas relacionadas ao uso de escolta policial e afirmou que um jornalista foi até a rua onde mora para filmar sua residência e a segurança que a acompanha.

Segundo ela, após sexta-feira (6), começaram a circular informações falsas de que seria contrária ao policiamento.

A deputada afirmou que gostaria de ter liberdade para circular sem precisar de proteção permanente.

“Eu adoraria poder ter a minha liberdade preservada, que é algo que eu não tenho”, declarou.

A Polícia Federal segue com as investigações para identificar os responsáveis pelas ameaças e apurar os crimes relacionados às mensagens.

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