
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19/5), a Operação Scutum 3 para combater grupo criminoso especializado no tráfico internacional de armas de fogo de grosso calibre e munições de alta capacidade lesiva.
A ação ocorre no Triângulo Mineiro, com cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária em Uberlândia, Minas Gerais.
Segundo a PF, as investigações identificaram núcleo criminoso instalado na cidade responsável por armazenar armamentos trazidos ilegalmente do Paraguai e distribuir o material para diferentes estados brasileiros.
Entre os investigados, está um ex-integrante do Exército e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), apontado como responsável por testar as armas da organização criminosa em um clube de tiro da cidade em que trabalhava.
As apurações tiveram avanço após a análise de materiais apreendidos nas duas primeiras fases da operação.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo era especializado na entrada clandestina de armas de alta potência e longo alcance vindas do Paraguai para a região do Triângulo Mineiro e Goiás.
Posteriormente, o armamento seria revendidos para criminosos em estados como Rio de Janeiro e Bahia.
Os investigadores também identificaram esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de armas.
Segundo a PF, os suspeitos utilizavam uma garagem de veículos, além de lojas de celulares e eletrônicos em Uberlândia, para movimentar e ocultar recursos obtidos com a atividade criminosa.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 66 milhões em bens e valores dos investigados, quantia correspondente à movimentação financeira atribuída ao grupo nos últimos cinco anos.
Os alvos poderão responder por organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo, tráfico internacional de armas de uso restrito ou proibido e lavagem de capitais.
Com informações do Metrópoles.







