A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Sem Desconto e prendeu o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, suspeito de envolvimento em um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas. Stefanutto, que comandou o órgão entre 2023 e 2024, já havia sido afastado por decisão judicial em etapas anteriores da investigação.

De acordo com a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU), que atua em parceria na operação, o esquema teria provocado descontos não autorizados em benefícios previdenciários ao longo de vários anos, causando prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. As informações são do g1.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão e 63 de busca e apreensão no Distrito Federal e em outros 14 estados, mobilizando centenas de agentes federais.

As investigações apontam que aposentados e pensionistas eram surpreendidos com débitos mensais atribuídos a supostos vínculos com entidades associativas. No entanto, grande parte dos beneficiários afirma nunca ter autorizado filiação e desconhecer totalmente essas instituições.

Relatórios preliminares da CGU revelam que o volume de descontos irregulares cresceu de forma contínua nos últimos anos, indicando o avanço da atuação criminosa dentro e fora do sistema previdenciário.

Suspeitos podem responder por múltiplos crimes

Os alvos da operação podem ser responsabilizados por organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema público, corrupção ativa e passiva, além de lavagem e ocultação de patrimônio.

A PF também trabalha para recuperar parte dos recursos desviados e identificar a participação de servidores, intermediários e entidades que teriam se beneficiado do esquema.

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