
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quarta-feira (25/2), nova diligência no âmbito da investigação que apura o vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. A diligência foi realizada em endereços ligados a um investigado, no Rio de Janeiro, conforme apurou a coluna. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão.
O novo alvo, que não teve a identidade revelada, ficará submetido a restrições cautelares, as mesmas já impostas a outros investigados em operação deflagrada na terça-feira (17/2), como o uso de tornozeleira eletrônica (veja todas abaixo).
A investigação foi determinada pelo ministro que, em janeiro, ordenou a abertura de procedimento para apurar eventual vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares na Receita Federal e no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
- proibição de se ausentar da comarca;
- recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana
- mediante uso de tornozeleira eletrônica (conduzido pela PF para instalação em 24 horas);
- afastamento imediato do exercício de função pública;
- proibição de ingresso nas dependências do Serpro e/ou da Receita;
- proibição de acesso a seus sistemas e bases informatizadas;
- proibição de se ausentar do país; e
- cancelamento e determinação de entrega de todos os
- passaportes em 24 horas, inclusive estrangeiros, determinação de impedimento migratório, impedimento de obtenção de outro, inclusive pelo MRE.
Investigação
A investigação sobre possíveis acessos indevidos foi determinada por Alexandre de Moraes. O ministro solicitou que a Receita Federal identificasse e rastreasse toda e qualquer consulta ou tentativa de obtenção de dados relacionada aos dez atuais ministros do tribunal.
A PF investiga se quebra dos dados fiscais da mulher de Moraes e do filho de um dos ministros foi encomendada para ser vendida a terceiros.
Com informações de Metrópoles.







