Divulgação/PM

Uma perseguição seguida de intensa troca de tiros na Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro, terminou com a morte de um policial militar e de quatro suspeitos na noite de terça-feira (28). A ação, que se estendeu por cerca de 15 quilômetros, também deixou um agente e três outras pessoas feridas, entre elas um civil que não tinha relação com a ocorrência.

Segundo a Polícia Militar, o confronto começou após ocupantes de um carro branco atirarem contra uma viatura da corporação. Os policiais reagiram e iniciaram uma perseguição pela Avenida Brasil, que mobilizou equipes de segurança e provocou momentos de tensão para motoristas que passavam pela região.

Durante o trajeto, diversos disparos foram efetuados. Imagens gravadas por testemunhas e compartilhadas nas redes sociais mostram o momento da perseguição e do confronto armado, enquanto veículos transitavam pela via em meio ao fogo cruzado.

Ao fim da ação, quatro suspeitos morreram no local. Outros dois foram baleados e encaminhados para o Hospital Geral de Bonsucesso, onde receberam atendimento médico.

O policial militar Fernando Plácido Roberto Rocha morreu durante a ocorrência. Já o agente Charles Batista dos Santos foi socorrido e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde permanece internado em estado grave.

Além dos envolvidos no confronto, um homem que não participava da ocorrência foi atingido por um disparo nas proximidades da Penha. Ele também foi encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre seu estado de saúde.

De acordo com informações das forças de segurança, os suspeitos seriam integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e fariam parte do grupo liderado por Rodney Lima de Freitas, conhecido pelos apelidos “RD” e “Gaguinho”.

Conforme investigações da Polícia Civil, Rodney é apontado como um dos principais chefes do tráfico de drogas na comunidade da Vila Kennedy, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele é investigado por crimes como homicídio, organização criminosa e disputas territoriais entre facções, além de possuir seis mandados de prisão em aberto.

Após a operação, os policiais apreenderam seis fuzis, três pistolas e uma granada. As armas foram encaminhadas para perícia e serão utilizadas no andamento das investigações.

A Polícia Militar e a Polícia Civil informaram que um inquérito foi instaurado para apurar todas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a dinâmica da perseguição, do confronto e das mortes registradas durante a operação.

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